Novo espaço de observação de aves abre na Reserva Natural do Estuário do Tejo

A maior zona húmida de Portugal – e uma das dez mais importantes da Europa – nasceu no último sábado, na Lezíria Sul, Reserva Natural do Estuário do Tejo. Situado em terrenos da Companhia das Lezírias, na Ponta da Erva, o Espaço de Visitação e Observação de Aves (EVOA) é um local de convergência dos rios Sorraia e Tejo.

O principal objectivo do projecto é criar uma área vocacionada para a observação das aves do estuário e para a aprendizagem em torno dos seus ciclos de vida, servindo de estímulo para a sensibilização e educação ambiental. Pretende-se ainda proporcionar um contacto directo dos visitantes com a realidade de toda a Lezíria do Tejo, território que concilia a actividade agrícola com a conservação da natureza.

O EVOA reúne componentes lúdicas e pedagógicas, que são direccionadas, principalmente, para as escolas e famílias.

Segundo explica a EVOA em comunicado, este é um local de lazer que prima pela diversidade de espécies, existindo actualmente três lagoas artificiais com cerca de 70 hectares, complementadas por diversos percursos sinalizados e um Centro de Interpretação com uma exposição permanente e outra temporária, assim como jogos e filmes sobre a temática das aves. A criação e recuperação de habitats aquáticos para as aves, tal como a sensibilização para a importância da gestão da água, são outras das intenções do projecto.

A observação privilegiada dos animais vai estar ao alcance, não só do público em geral, mas também de birdwatchers e investigadores, de forma a contribuir para a gestão daquela área protegida. Espera-se também que este novo espaço de observação potencie também o desenvolvimento de estudos científicos. No estuário, existem mais de 200 espécies e concentrações superiores a 120 mil aves.

O EVOA resulta de uma parceria da Companhia das Lezírias, do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, da Aquaves, Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira e Liga para a Protecção da Natureza. O projecto tem como patrocinador fundador a Brisa, que contribuiu com €1,3 milhões (R$ 3,6 milhões).

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