Novo mayor de Nova Iorque quer construir ou reabilitar 200 mil casas até 2024

Nos próximos dez anos, o novo mayor de Nova Iorque, Bill de Blasio, quer pôr no mercado 200 mil novas casas, construindo de raiz ou reabilitando. As novas casas deverão ser acessíveis às classes mais baixas, segundo de Blasio, e serão uma forma de colocar um travão aos preços cada vez mais altos da habitação na Grande Maçã, que está a ter reflexos no número recorde de sem abrigo na cidade, que já ultrapassa os 60 mil por noite, de acordo com a Coalition for the Homeless.

Este fenómeno está a levar muitos nova-iorquinos, inclusive, a arrendar quartos da sua casa para fazer face à renda exorbitante. É o caso de Corey Lewis, que cobra €26 (R$ 80) por noite a cada visitante. “Por vezes cobro um pouco mais, arrendo o meu próprio quarto e durmo no sofá. Se alguém ficar entre duas semanas a um mês, posso pagar a totalidade da minha renda: €1100 (R$ 3.300)”, explicou Lewis ao Financial Times.

O custo galopante da habitação está a levar muitos nova-iorquinos a seguirem o exemplo de Lewis e colocarem a sua habitação à disposição de turistas e visitantes da Grande Maçã, em sites como Airbnb ou Craigslist.

Este foi, de resto, um dos temas mais abordados na última campanha, vencida por de Blasio, e o novo mayor apresentou o seu plano na semana passada: protecções de renda para os mais pobres, obrigar os empreiteiros a colocarem à venda habitações abaixo dos níveis do mercado em zonas novas, e encorajar a reabilitação de lugares vazios ou abandonados.

O plano prevê um investimento de €30 mil milhões (R$ 90,8 mil milhões), dos quais 60% serão para reabilitação e 40% para construção. Cerca de €6 mil milhões (R$ 18,1 mil milhões) serão suportados pela cidade, o restante por investidores privados.

Com tanto investimento, seria importante que as reabilitações e novas construções tivessem em conta a sustentabilidade e eficiência energética dos edifícios. É que a população de Nova Iorque aumentou 14% nas duas últimas décadas, para 8,3 milhões, e espera-se que chegue aos nove milhões em 2040. Toda esta pressão urbana só será suportável com um adequado plano de sustentabilidade urbana, onde a mobilidade, eficiência energética e reciclagem terão um importante papel.

Foto:  jerryfergusonphotography / Creative Commons

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