O papel da videoconferência na redução das emissões de carbono



2009 foi um excelente ano para o mercado dos serviços de videoconferências e, a avaliar pelas primeiras impressões dos distúrbios empresariais causados pela nuvem de cinzas vulcânicas do Eyjafjllajokull, este ano deverá ser ainda melhor.

Numa época de contenção financeira, as tecnologias de videoconferência tornaram-se num lugar comum empresarial para reduzir os custos relacionados com viagens e, por inerência, as emissões de carbono resultantes dessas mesmas deslocações.

Os números estão à vista. Num ano de 2009 aparente fraco para a indústria das Tecnologias de Informação (TI), o sector das videoconferências cresceu 16,7% e, imagine-se, deverá passar dos 1,5 mil milhões de euros em 2009, para os 7,1 mil milhões em 2010. Os números são da IDC.

“O mercado da videoconferência está a meio de uma transição – de uma alternativa apenas utilizada como último recurso, a uma solução preferencial em relação à viagem”, argumentou Jonathan Edwards, analista do IDC.

Segundo o Financial Times, o Danske Bank foi um dos primeiros “beneficiados” desta tecnologia. Retida em Bangalore, na Índia, por causa do vulcão Eyjafjllajokull, uma equipa do banco trabalhou normalmente, através de videoconferência, como se estivesse em Copenhaga.

Como consequência desta experiência bem sucedida, o Danske Bank mudou a sua política de viagens. “Estamos agora a discutir a substituição da nossa política corporativa de viagens por uma política de reuniões, em que viajar é a última opção. Viajar, a partir de agora, só em último recurso”, explicou Tom Soderholm, responsável pela área de utilização corporativa das tecnologias da empresa. O ambiente agradece.





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