Oceanos: Ilhas do Pacífico condenam despejo de resíduos nucleares e pedem acordo sobre plásticos

As ilhas do Pacífico pediram hoje em Lisboa, na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que avancem as negociações do tratado global sobre plásticos e condenaram os despejos de resíduos nucleares nos oceanos.

Green Savers com Lusa

As ilhas do Pacífico pediram hoje em Lisboa, na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que avancem as negociações do tratado global sobre plásticos e condenaram os despejos de resíduos nucleares nos oceanos.

Em nome dos 16 Estados que integram o Fórum das Ilhas do Pacífico, Josaya Wiliame Katonivere, primeiro-ministro das Fiji, veio à capital portuguesa, onde começou hoje a conferência internacional de cinco dias, dizer que a vida que sustenta os povos desta zona geográfica e que estes defendem “está a morrer”.

“Quinhentos anos depois de Fernão de Magalhães nos ter denominado de povos do Pacífico, vimos aqui dizer que estamos a lutar pela nossa sobrevivência”, declarou o chefe de Governo.

O primeiro-ministro das Fiji disse que confia na negociação do tratado global sobre plásticos e que os povos que representa “condenam vivamente qualquer ação de despejo de resíduos nucleares nos oceanos”, ações das quais já sentiram efeitos.

Alertou para o declínio na vida marinha, devido ao aquecimento das águas dos oceanos, e lembrou a importância que isso tem para os povos de uma região que, por exemplo, abastece metade do atum consumido a nível mundial.

O Fórum das Ilhas do Pacífico inclui, além das Fiji, a Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Cook, Micronésia, Kiribati, Nauru, Niue, Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.

Mais de 7.000 pessoas, entre elas representantes de 140 países, incluindo mais de 20 chefes de Estado e de Governo, participam a partir de hoje em Lisboa na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, o maior evento de sempre dedicado ao tema.

Juntamente com milhares de jovens, líderes de empresas, cientistas e representantes da sociedade civil, propõem-se a apresentar soluções para enfrentar eficazmente os desafios que os oceanos enfrentam.

Além das sessões plenárias, haverá oito Diálogos Interativos que vão abordar a poluição marinha, como minimizar a acidificação, desoxigenação e aquecimento dos oceanos e como promover o fortalecimento sustentável de economias a eles ligadas.

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