Tráfico de plantas: mais de mil cactos apreendidos em Itália regressaram a casa

Entre fevereiro e novembro de 2020 foram apreendidos em Itália 1035 cactos dos géneros Copiapoa e Eriosyce, através da “Operação Atacama”. Sabe-se que as plantas, nativas do Chile, foram apanhadas na natureza na cidade de Huasco, entre 2013 e 2019. Foram depois traficadas ilegalmente para a Grécia, entrando assim na União Europeia, tendo como objetivo final a sua venda.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) “Nos últimos anos esta região tem sido fortemente alvo de colheitas ilegais, contribuindo para o rápido declínio das populações de cactos na natureza. As populações já estão sob grande pressão em resultado do clima global e das alterações na utilização dos solos”, alerta a organização.

Foi através de uma equipa de trabalho que reuniu a IUCN SSC Cactus and Succulent Plants Specialist Group, a Associazione per la Biodiversitá e la sua Conservazione, de Itália, e a Universidad de Concepción, do Chile, que foi possível devolver recentemente as plantas ao país de origem.

“Das 1.035 plantas apreendidas, 107 morreram, 844 foram enviadas de volta ao Chile e 84 plantas permaneceram no Jardim Botânico Città Studi de Milão, Itália, para serem estudadas”, explica a IUCN.

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