Em Abril, os vinhos alentejanos avançaram para um plano de sustentabilidade, uma estratégia delineada pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) em parceria com a AGRO.GES e que pretende seguir outras grandes regiões vitivinícolas mundiais na promoção das boas práticas ambientais.
Esta semana, o Economia Verde foi aprofundar o porquê desta decisão e chegou a uma conclusão: se os vinhos do Alentejo querem vingar no exterior, então não há tempo a perder nesta revolução sustentável.
“Os planos demoraram décadas, são a longuíssimo prazo. A perseverança de quem está envolvido neles e dos produtores é importantíssima. Vamos ter um longo caminho à nossa frente. Há interesse estratégico do Alentejo [neste plano], mas também responsabilidade, como líder de mercado”, explicou Dora Simões, presidente da CVRA.
O plano vai identificar várias áreas do processo produtivo onde a sustentabilidade possa ser melhorada, optimizando a utilização de recursos, gastos de energia em adegas, utilização de vidro no embalamento e cuidados na distribuição.
Na mira estão os exigentes mercados dos Estados Unidos, Canadá, Suíça ou países do Norte da Europa. “Um dos objectivos é garantir que estas mudanças que, numa fase inicial, terão alguns custos, levem a benefícios financeiros mais tarde. E levarão, certamente”, continuou Dora Simões.
“Em primeiro lugar, temos de nos convencer a nós próprios que contribuirmos para uma menor agressão ao ambiente é uma garantia da nossa actividade e da nossa passagem pelo negócio. Este é o aspecto mais importante [do plano]”, frisou José Mateus Ginó, director comercial da Fundação Eugénio de Almeida









