Pandemia não abrandou Museu de História Natural de Londres. Foram descobertas 503 novas espécies em 2020

Um total de 503 novas espécies foram descobertas por cientistas do Museu de História Natural de Londres em 2020. A pandemia COVID-19 não interrompeu o trabalho de identificação de novas espécies no museu, indicaram fontes do Museu em comunicado.
Embora o museu permanecesse fechado ao público, os cientistas continuaram a trabalhar, fazendo descobertas e fornecendo informações valiosas para a comunidade científica de todo o mundo.

Tim Littlewood, diretor executivo de ciência do museu, disse que a identificação de novas espécies só pode ser possível referenciando espécies já conhecidas. O museu desempenha um papel importante no fornecimento de referências de espécies e continua a aumentar o número de espécies conhecidas anualmente, identificando novas.

“Mais uma vez, uma contagem de fim de ano de novas espécies revelou uma notável diversidade de formas de vida e minerais até então não descritos”, disse Littlewood. “A coleção de espécimes do Museu fornece um recurso para encontrar novas espécies, bem como um conjunto de referência para reconhecer espécimes e espécies como novos.”

Num artigo publicado pelo Museu de História Natural, Littlewood observou que um declínio na biodiversidade em todo o mundo exige uma ação rápida na identificação de espécies.

“Num ano em que a massa global da biodiversidade está a ser superada pela massa produzida pelo homem, parece uma corrida para documentar o que estamos a perder”, afirmou.

Com o passar do tempo, muitas espécies disponíveis na natureza são levadas à extinção antes mesmo de serem descobertas. De acordo com um relatório das Nações Unidas, as espécies nativas de habitats terrestres diminuíram em pelo menos 20% desde 1900. O relatório mostra também que cerca de um terço de todas as espécies de mamíferos marinhos estão ameaçadas.

Entre as 503 novas espécies identificadas este ano está o macaco Popa langur, que está em perigo de extinção.

“Os macacos são um dos grupos mais icónicos de mamíferos e esses espécimes estão nas coleções há mais de cem anos”, disse Roberto Portela Miguez, do Museu de História Natural. “Mas não tínhamos as ferramentas ou a experiência para fazer este trabalho antes.”

Para que a humanidade proteja mais espécies, é importante que comecemos por saber quais são as espécies que existem. O trabalho realizado pelo Museu de História Natural estabelece as bases para a proteção de espécies ameaçadas de extinção por todo o mundo.

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