Papa apela à redução das emissões de CO2 e ao combate da degradação ambiental

‘Laudato Si’. É a nova encíclica emitida pelo Papa Francisco, onde o líder da Igreja Católica fala aos cristãos e restante mundo sobre a importância de cuidar do planeta, esta “casa que é de todos”. É a primeira encíclica ambiental da história da Igreja e a segunda do Papa Francisco.

O documento foi apresentado na quinta-feira, 18 Junho, e antecede a Conferência do Clima, que se vai realizar em Paris no final do ano. O relatório oferece um vislumbre claro da posição que Francisco em relação à preservação do meio ambiente. Nele, o líder supremo da Igreja católica defende uma “diminuição drástica” das emissões de dióxido de carbono e fala da necessidade de adoptar uma política ambiental mais radical de forma a superar os interesses económicos de determinados grupos.

O Papa critica ainda os acordos firmados no passado, defendendo que estres foram frustrados pela “recusa dos poderosos e pelo desinteresse dos outros”. Para o sumo pontífice, a “recusa”, “indiferença”, “resignação confortável” e a “fé cega na tecnologia” têm “bloqueado as soluções”, sendo agora necessário um esforço para encontrar uma solução para a questão ambiental.

Na encíclica, Francisco refere ainda que o aquecimento global tem sido principalmente causado pela “actividade humana”. “É necessário que a humanidade reconheça a necessidade de alterar os estilos de vida e os métodos de produção e consumo para combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem e o acentuam. Numerosos estudos científicos indicam que grande parte do aquecimento global das últimas décadas se deve à grande concentração dos gases com efeito de estufa, criados principalmente pela actividade humana”, refere o Papa, cita o Guardian.

No texto, o sumo pontífice tem ainda oportunidade para defender a substituição dos combustíveis fósseis e o desenvolvimento das fontes de energia renovável.

Foto: Christus Vincit / Creative Commons

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