Perto de 1 milhão de equipamentos de pesca perdem-se anualmente no oceano

O lixo marinho é o principal inimigo dos oceanos, que põe em risco todos os dias a vida de milhões de espécies. Em setembro de 2020, foram recolhidas 29 toneladas de lixo durante a semana de limpeza costeira organizada pela Fundação Oceano Azul.

Segundo a World Wide Fund (WWF), cerca de 12 milhões de toneladas de plástico vão parar ao oceano todos os anos, não sendo por acaso o facto de existirem ilhas de lixo no oceano como a do Pacífico. A Organização vem agora alertar para os restos de equipamentos de arte de pesca, desde redes, a anzóis e fios de pesca, que são perdidos no oceano todos os dias e que representam uma grande margem desse lixo. “Entre 500 mil a 1 milhão de toneladas de equipamentos de pesca são descartados ou perdidos no oceano todos os anos”, afirmam.

Estes objetos acabam por sufocar e prender as espécies, levando-os à morte, e danificam vários habitats marinhos e recifes de coral que são essenciais para os ecossistemas. Já foram registados vários casos de animais como baleias e tartarugas que vieram dar à costa emaranhados ou com resíduos plásticos no estômago. A WWF refere que outro risco derivado deste problema assenta na qualidade da pesca, que é o sustento de muitas famílias a nível económico e alimentar.

 Sarah Young, da WWF, explica no Independent “O oceano é o nosso herói anónimo no combate à crise climática. Hoje em dia o Planeta estaria 35ºC mais quente se o oceano não nos protegesse. Mas o oceano não nos pode proteger se não o protegermos, e atualmente a natureza está em queda livre.”

A Fundação aponta várias medidas de solução, nomeadamente, que estes equipamentos sejam fabricados de forma a que sejam recicláveis e facilmente detetáveis, que os governos adotem novas regras relativamente à pesca e ao lixo marinho, e que os pescadores façam os possíveis para não perder estes equipamentos, e caso os percam, que relatem às entidades competentes.

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