Pode esta árvore salvar o Planeta?

Natural do norte da China e Coreia, a Paulownia tomentosa (também conhecida por Paulonia, Kiri ou Árvore-da-imperatriz) há muito vem sendo cultivada na Ásia Oriental e principalmente no Japão. Um dos aspectos que hoje lhe confere tanta notoriedade é o comportamento perante os fogos. Resiste a temperaturas extremas (-17 a 45 graus); liberta 10 vezes mais oxigénio que qualquer outra árvore e consome mais de 27 kg de dióxido de carbono por dia.

A designação para o género Paulownia foi atribuída em honra de Ana Pavlovna filha do Csar Paulo I da Rússia. Talvez daí ser também conhecida como a árvore-da-princesa. Na China as árvores-da-imperatriz eram plantadas, segundo a lenda, por ordem do imperador para que a nova imperatriz, acabada de nascer, pudesse dispor duma floresta de paulónias com boa madeira quando atingisse os 12 anos. Em Portugal a Paulónia foi introduzida como árvore ornamental via Japão por volta de 1830.

É usada como ornamento em muitas ruas, jardins e parques. A madeira da Paulownia tomentosa é de muito boa qualidade, apreciada em marcenaria no Oriente, sobretudo na China e Japão. As sementes eram usadas, à semelhança do esferovite, para proteger as porcelanas durante o transporte. Considerada uma planta invasora em alguns países, como é o caso dos Estados Unidos da América, onde ameaça as plantas nativas.

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