Poderá o coronavírus ser a salvação do Pangolim da extinção?

A carne destes animais, espécie em vias de extinção, é considerada uma iguaria em países como a China e as suas escamas são usadas na medicina tradicional.  Este animal de médio porte (podendo pesar mais de 30 quilos) é um dos exemplares mais comercializados em Wuhan, o epicentro do surto do coronavírus.

Agora, o facto de estar associado à pandemia que ameaça o mundo, pode jogar a seu favor. O mamífero que vive na Ásia e em África foi alvo de um estudo genómico publicado recentemente na revista Nature. Liderado pelos virologistas chineses Yi Guan, da Universidade de Hong Kong, e Yan-Ling Hu, da Universidade de Medicina de Guangxi, os cientistas avançam que os pangolins malaios são portadores de coronavírus relacionados com a SARS-CoV-2.

Ou seja, a viagem do novo coronavírus poderá ter começado no morcego, passado para o pangolim e chegado dessa forma até aos humanos. No entanto, os virologistas ressalvam que os dados recolhidos ainda são insuficientes para concluir se são os responsáveis diretos pela transmissão do vírus aos humanos. Mas pedem para que sejam retirados dos mercados de venda de animais exóticos.

Sendo um dos animais mais cobiçados nos mercados chineses, os pangolins destacam-se pelo corpo alongado, membros curtos e cabeça em formato de cone. Os membros dianteiros possuem longas e fortes unhas, que auxiliam o animal a escavar para procurar seu alimento. Não possuem dentes e sua língua é fina e longa.

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