População de baleias está a recuperar e a regressar ao Atlântico Sul



Embora a caça baleeira tenha terminado ainda no século passado, no Atlântico Sul, esta atividade deixou marcas irreversíveis nas populações. Agora, um estudo do British Antarctic Survey (BAS) e do Institute of Marine Research da Noruega revela que se tem observado uma recuperação das suas populações, tal como o regresso a antigas zonas de caça para se alimentar, neste caso as Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul.

“Boas notícias ambientais infelizmente tornaram-se raras hoje em dia, por isso estamos muito satisfeitos em confirmar a recuperação da população de baleias jubarte no Atlântico sudoeste após a proibição da caça comercial de baleias que dizimou as baleias no século passado”, afirma Mick Baines, autor principal do estudo.

Os investigadores estimam que no verão, nadem nas águas do Arco da Escócia cerca de 24.543 baleias jubarte. Ao todo, mais de 43 mil baleias das espécies jubarte (Megaptera novaeangliae), azul (Balaenoptera musculus), franca (Eubalaena australis) e comum (Balaenoptera physalus), rumam a estas águas para se alimentar de krill antártico (Euphausia superba) – mais precisamente uma quantidade média de 4,8 a 7,2 milhões de toneladas.

“As jubartes são uma das várias espécies que costumavam ser abundantes nesta região antes da caça às baleias. A sua forte recuperação terá impactos em todo o ecossistema do Atlântico Sul, à medida que as baleias consomem quantidades crescentes de krill e aumentam o ciclo de nutrientes do oceano onde se alimentam. Precisamos de fazer mais pesquisas para entender o impacto desta recuperação no ecossistema e no krill”, acrescenta a bióloga Jennifer Jackson, do BAS.

 



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