Por que razão os habitantes de Pompeia tinham melhores dentes do que nós?



Os investigadores contratados pelo Archaelogical Superintendence of Pompeii para analisar, via tomografia axial computorizada (TAC), cerca de 30 habitantes de Pompeia que ficaram “preservados” pela cinza depois da erupção do Monte Vesúvio, em 79, descobriram que estes indivíduos tinham “dentes perfeitos e não tinham necessidade imediata de visitarem um dentista”.

A chave para os dentes saudáveis na quase ausência de ingestão de açúcar (e abundante em fruta e vegetais) por parte daquela população, ao contrário do que acontece nas sociedades de hoje, em que o consumo de açúcar excede largamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Comiam melhor do que nós, hoje”, resumiu na altura Elisa Vanacore, especialista italiana em ortodôntica e uma das autoras do estudo, citada na Smithonian Magazine. Actualmente, esta dieta é conhecida como dieta mediterrânea e terá ajudado a aumentar a esperança média de vida no continente europeu.

Estas descobertas permitem afirmar que, com os baixos níveis de açúcar ingeridos pelos habitantes de Pompeia, os romanos tinham melhores dentes do que o homem moderno.



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