Porque é que alguns animais vivem tantos anos?

Há animais que conseguem viver durante séculos, como o tubarão da Gronelândia ou o molusco Ming, o animal mais antigo do mundo encontrado vivo (507 anos). De acordo com os cientistas, há vários fatores que podem estar relacionados com a longevidade extremamente longa de alguns seres vivos. Um deles é taxa metabólica, ou a velocidade das reações químicas que transformam os alimentos em energia e produzem os componentes necessários para as células. Várias teorias defendem que quanto mais rápido fosse o metabolismo de um organismo de vivo menor seria a sua esperança de vida.

Com a descoberta do molusco Ming, em 2006, veio a acreditar-se ainda que a longevidade estaria relacionada diretamente com o baixo consumo de oxigénio. Este bivalve da espécie Arctica islandica foi apanhado do mar perto da Islândia e viveu 507 anos. No entanto, graças aos vários estudos que analisaram as mitocôndrias, uma parte das células que gera energia, a ideia acabou por ser abandonada.

O tamanho do corpo dos animais de grande porte é outros dos fatores a ter em conta. Um estudo liderado por João Pedro Magalhães, da Universidade de Liverpool, concluiu que o tamanho do corpo é um grande determinante de oportunidades ecológicas. Ou seja, animais menores têm mais predadores e têm de crescer mais rápido, bem como reproduzir mais cedo, se quiserem transmitir os seus genes. Já animais de maior porte, como os elefantes e as baleias, não têm a mesma pressão.

Há ainda cientistas que defendem que o tamanho do cérebro ou do globo ocular podem estar relacionados com o tempo de vida das espécies. Outros defendem que a maioria dos animais que vive durante muito tempo tem uma temperatura corporal baixa ou vive num ambiente de baixas temperaturas.

 

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