Portugal “está na frente” e com “consenso nacional” sobre sustentabilidade



O Presidente da República afirmou na Universidade de Stanford, na Califórnia, que Portugal “está na frente” na descarbonização e transição para energias renováveis, com um “consenso nacional” em matéria de sustentabilidade.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na recém-criada Faculdade de Sustentabilidade da Universidade de Stanford, num seminário sobre “Soluções para um futuro sustentável em Portugal e na Califórnia”, na tarde de segunda-feira, já hoje de madrugada em Portugal.

No início da intervenção, em inglês, o chefe de Estado disse que estava na Califórnia acompanhado por um representante do Governo, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, e por deputados de “partidos completamente diferentes, mas com a mesma posição nesta matéria da sustentabilidade”.

O Presidente da República apresentou Eurico Brilhante Dias, do PS, João Moura Rodrigues, do PSD, Rui Paulo Sousa, do Chega, e Pedro Filipe Soares, do BE, da seguinte forma: “um socialista, um do bloco de esquerda, o outro social-democrata e o outro – como dizer? – de um partido de direita”.

Perante uma plateia de professores, alunos e empresários de várias nacionalidades, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou Portugal como um país que “está na frente” no que respeita à sustentabilidade e em que existe “uma espécie de acordo nacional neste assunto entre partidos”.

“Há uma continuidade política de governos diferentes, começou com um Governo de esquerda, um Governo de direita prosseguiu no mesmo caminho e agora um Governo de esquerda seguiu esse mesmo caminho”, referiu, acrescentando: “não vamos mudar”.

Segundo o Presidente da República, as políticas seguidas em Portugal não resultam apenas da “opinião de vários académicos”, correspondem à “posição da opinião pública” sobre descarbonização e transição energética, oceanos, biodiversidade.

“Há um consenso nacional nesta matéria”, afirmou.

À saída deste seminário, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou o entendimento de que não há clivagens entre partidos sobre este tema em Portugal, defendendo que “ninguém duvida em Portugal que há alterações climáticas” nem “ninguém duvida sobre a urgência do problema”.

“Ninguém duvida sobre a necessidade de encontrar formas limpas de energia. Ninguém duvida sobre a necessidade de acelerar isso, e a guerra na Ucrânia tornou mais evidente. Ninguém duvida da necessidade da proteção da natureza, da aposta nos oceanos, que é uma aposta nacional, na biodiversidade, na investigação científica, tecnológica, na cooperação interacional”, prosseguiu.

O chefe de Estado ressalvou que “pode haver em determinados aspetos concretos de definição política diferenças, isso faz parte da democracia”, e que quanto a medidas e calendários concretos “aí haverá divergências”.

“Mas, no essencial, temos estado unidos nas grandes metas, isso não tem dividido o parlamento nem tem dividido os partidos, nas grandes metas, lá dentro e fora”, reiterou.

 





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