Praias de Ílhavo vão ter serviço de partilha de bicicletas no Verão de 2015

O projecto custará €195.000 e estará ligado a várias iniciativas ambientais, entre as quais a recuperação das dunas das praias.

Green Savers

No próximo Verão vai ser possível passear pelas praias de Ílhavo numa “bikelau”, uma bicicleta construída com recurso a madeira e cortiça reaproveitadas. O conceito surge associado ao projecto “Bike Sharing Eco Friendly” de Nuno Zamaro, que cruza as vertentes social e ambiental, num investimento de cerca de €195.000 avançou o Menos Um Carro.

O modelo em madeira e cortiça faz parte da linha de bicicletas Angel [na foto], os “únicos veículos no país que integram 80% de componentes fabricados e produzidos em Portugal”. As “Angel”, “para além da ligação ambiental, apostam na componente estética, fazendo alusão às pranchas de surf”, explicam os promotores.

O projecto-piloto vai começar com a construção da solução Modulo+20 – contentores versáteis que rentabilizam soluções e espaços consoante a época e uso —,  nos quais serão recebidos turistas, numa espécie de welcome center, e ainda a partilha de bicicletas entre Módulos “consoante as necessidades locais e a época do ano”.

Uma percentagem das utilizações pagas da Bikelau vai reverter para um fundo de apoio à preservação e valorização das dunas, inserido no programa de reflorestação “Tu a partilhar vais as dunas ajudar”/”Bike Share for the dune care”.

O passo seguinte será a criação de um consórcio com todos os detentores do sistema Bikelau. A Universidade de Aveiro, a Abimota – Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins ou os ministérios e tutelas governamentais estão entre os convidados a integrar a rede de parceiros de desenvolvimento do projecto, no qual a Câmara Municipal de Ílhavo foi a primeira a apostar.

O investimento neste projecto, que vai disponibilizar 60 bicicletas em Agosto de 2015, rondou os €195.000 (R$ 605.000), sendo que a agência criativa Wise U avança com 25% do capital, ficando o restante dividido entre investidores, programas de apoio comunitários e empresas.

O ilustrador da ideia, Nuno Zamaro, pretende tornar estas bicicletas num produto exportável a todo o mundo, nomeadamente para zonas litorais.

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