Pressão da Greenpeace obriga Lego a não renovar parceria com Shell

Quem disse que os ambientalistas não podem mudar o mundo? No Verão, a Greenpeace lançou uma campanha a pedir à Lego que terminasse uma parceria com a Shell, devido aos planos da petrolífera em perfurar o Árctico.

A parceria global já vendeu 16 milhões de brinquedos Lego com o logo da Shell, algo que a Greenpeace viu como uma forma de a Shell se promover junto dos mais jovens – e à custa da marca Lego.

Nas últimas semanas, a pressão da Greenpeace intensificou-se e a parceria chegou a vários media internacionais – incluindo ao Green Savers. Hoje, de acordo com a PR Week, a Lego comunicou que não iria renovar a parceria com a Shell. “Queremos clarificar-vos que, se tudo continuar assim, não iremos renovar a nossa parceria com a Shell”, explicou Jorgen Vig Knudstorp, o CEO da Lego.

No entanto, o contrato entre a Lego e a Shell apenas termina em 2016, pelo que, até lá, ambas as empresas continuarão a distribuir os seus brinquedos em estações de serviço de todo o mundo – o que foi confirmado pela própria petrolífera. “A nossa co-promoção com a Lego está a ser um grande sucesso e vamos continuar a desenvolvê-la em mais países”, avançou um porta-voz da empresa à PR Week.

Já o CEO da Lego, Jorgen Vig Knudstorp, disse não concordar com as tácticas utilizadas pela Greenpeace. “Não concordamos [com elas], até porque elas podem ter criado desentendimentos junto dos nossos stakeholders sobre a forma como trabalhamos”, concluiu. Mas, há que reconhecer, elas foram fundamentais para o fim da parceria.

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