Quais os próximos bairros de Londres a desaparecerem?

Londres é uma cidade em permanente mudança. Já foi assim no passado, assim será no futuro. “Ainda não podemos adivinhar o futuro. [A única coisa que] podemos esperar é que algumas das coisas que existem hoje irão desaparecer nos próximos 30 anos”, explica o autor Tom Bolton, no jornal Guardian.

Segundo Bolton, os bairros associados aos grupos étnicos irão mudar e, eventualmente, desaparecer. “Sabemos que a primeira geração emigrante junta-se em localizações particulares, e que as outras gerações dispersam-se pelas suas redes e crescimento dos negócios”, avança o especialista.

Assim, e tal como Higuenot and Jewish Spitalfiels é coisa do passado, também Banglatown – onde moram vários bengalis de primeira geração – o será em breve, devido aos preços altos do imobiliário.

Outras das velhas comunidades em risco são Chinatown, a caribenha Brixton, Latin Elephant e Castle, onde os preços baratos são coisa do passado. Segundo Bolton, Tooting Bec, com paragens directas da Northern Line, já não é tão distintamente indiano como antes. “Quanto tempo mais Green Lanes continuará um centro turco, Peckham uma comunidade de nigerianos ou até New Malden um local onde se podem encontrar coreanos?”, pergunta o autor.

Segundo Bolton, os bairros com novas estações de transportes públicos são os primeiros candidatos à mudança. E como a cidade inaugurou e continuará a inaugurar novas estações, é normal que estes e outros bairros – de Dalston a Forest Hill, passando por Old Oak Common ou Park Royal – cheguem a preços de imobiliário tão altos que expulsem os seus actuais residentes.

A extensão da Bakerloo e Crossrail 2 irá provocar alterações em bairros como Camberwell e Peckham Rye, New Cross Gate, Lewisham, Catford ou Tooting Broadway. Quando High Speed 2 estiver construída, muita da Drummond Street, que se encontra repleta de “excelentes restaurantes indianos”, será demolida.

Foto: Ben Sutherland / Creative Commons

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