Que animais conseguem resistir melhor às alterações climáticas?



O clima está a mudar e isso tem consequências diretas na vida na Terra. Que animais conseguem adaptar-se e suportar melhor às alterações climáticas? Uma investigação da Universidade do Sul da Dinamarca e da Universidade de Oslo analisou exatamente este tema, com especial foco nos mamíferos.

Os cientistas analisaram dados sobre as flutuações populacionais de 157 espécies de mamíferos, comparando-os a dados meteorológicos e climáticos do mesmo período. O estudo revelou um padrão, que os animais grandes, que vivem mais tempo e que têm poucos descendentes, são os que melhor se adaptam ao clima extremo. Os animais mais pequenos, com uma menor esperança de vida e com muitos descendentes, são os mais vulneráveis. 

Os mamíferos mais afetados pelas mudanças no clima são, por exemplo, o gambá (Thylamys elegans), a ratazana da tundra (Microtus oeconomus), a raposa do ártico (Vulpes lagopus) e o musaranho comum (Sorex araneus). Já o elefante africano (Loxodonta), o urso pardo (Ursus arctos), o morcego de ferradura grande (Rhinolophus ferrumequinum), a lama (Lama glama) e o tigre siberiano (Panthera tigris tigris), são alguns dos menos afetados.

Prevemos que as alterações climáticas tragam condições climáticas mais extremas no futuro. Os animais vão precisar de lidar com esse clima extremo como sempre fizeram. Como tal, a  nossa análise ajuda a prever como as diferentes espécies de animais podem responder às futuras mudanças climáticas com base nas suas características gerais – mesmo que tenhamos dados limitados sobre suas populações“, explica o autor Owen Jones.



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