Re-jigged: no futuro, todos os negócios serão assim

A Re-jigged é uma marca britânica de roupa infantil que consegue incorporar todas as vertentes da sustentabilidade no seu negócio. Uma história de sucesso que nos chega de uma quinta de Hereforshire.

Green Savers

Carol Powell vive numa quinta em Hereforshire, Inglaterra, rodeada de animais e campos agrícolas. A antítese, portanto, da típica empresária.

Um dia, Carol pegou em dois artigos de vestuário em mau estado e transformou-os numa peça de roupa fashion para a sua filha. Não foram precisos muitos dias para que a primeira experiência se repetisse e as criativas peças fossem elogiadas pelas restantes mães de Hereforshire.

O resto da história é fácil de adivinhar: Carol continuou a reciclar as roupas em novas criações para crianças e, no Verão de 2009, surgiu a Re-jigged, uma marca de roupa infantil criativamente sustentável.

Segundo explica a própria Carol no site da Re-jigged, antes de lançar a empresa consultou várias instituições de solidariedade social britânicas para procurar peças de roupa que estivessem já inutilizáveis.

Com a matéria-prima garantida das instituições locais, a empresária passou a retribuir a ajuda com doações financeiras para estas e outras instituições de solidariedade social, mas também escolas e grupos.

“A Re-jigged é muito entusiasmante. Adoro receber sacos de roupa que já foi adorada por outras pessoas, consigo ver combinações fabulosas de cores e tecidos que podem ser montados em designs clássicos, criando estilos magníficos e que podem ser passados de uma geração para a outra”, explica Carol Powell.

Consulte o site da Re-jigged.

Para além de reciclar roupa e recuperar peças de vestuário locais que, de outra forma, iriam parar ao lixo, Carol está não só a criar empregos como a garantir que menos artigos de vestuário sejam importados de outros locais do globo, ajudando assim o ambiente.

Finalmente, ao ajudar financeiramente escolas, instituições de solidariedade social e outros grupos de apoio, esta empresária britânica está a pensar também na vertente social da sustentabilidade – por cada artigo vendido (a um preço médio de 30 euros), 1,1 euros revertem para a caridade.

Uma verdadeira lição de criatividade, ética, gestão e desenvolvimento sustentável, a partir de uma quinta de Herefordshire. Não concorda?


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