Sabia que a fotografia subaquática é um desporto? (com VÍDEO)

Um campeonato de fotografia subaquática pode não ser a coisa mais excitante do mundo para quem, na verdade, não está a fotografar, mas a competição tem o dom de ajudar a conhecer a biodiversidade de uma determinada região e, com isso, influenciar a captação de turismo de natureza.

O primeiro campeonato europeu de fotografia subaquática, por isso, poderá ter rendido alguns frutos à ilha Graciosa, a segunda mais pequena do arquipélago dos Açores e que partilha a beleza das oito restantes.

Durante quase uma semana, cerca de 30 atletas de nove países “ocuparam” esta ilha do grupo central açoriano, que permite fotografias únicas.

“O meu marido ofereceu-me uma pequena câmara, compacta, e a partir daí comecei a entusiasmar-me e tirei o curso de fotografia”, explicou ao Economia Verde Filomena Sá Pinto, que representou Portugal nesta competição.

Em 2012, Filomena foi campeã nacional na Ilha de Santa Maria, também nos Açores. “Foi o ano do tufão Nadine e apanhámo-lo em prova”, continuou. Ainda que possa ser interessante para quem ama o mar e a fotografia, não é fácil participar numa competição deste género – só o material de fotografia subaquática pode custar mais de €10.000.

Todos os fotógrafos são acompanhados por assistentes, que têm a missão de encontrar os mais belos temas para fotografar. A assistente de Filomena é Ana. “Se encontrar um motivo mais interessado do que ela está a fotografar no momento vou chamá-la – ou escrevo numa placa que levamos para a água – e [se ela concordar] mudamos de local”, explicou a assistente.

Como qualquer outro desporto, a fotografia subaquática tem um seleccionador, que escolhe os melhores atletas portugueses. Na Graciosa, Portugal levou 10 atletas, liderados pelos campeões nacionais, Rui e Sónia Bernardo. Conheça melhor este desporto no episódio 312 do Economia Verde.

Foto: LASZLO ILYES / Creative Commons

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