Serão as estufas flutuantes o futuro da alimentação?

O projeto foi desenvolvido por uma estudante da Universidade de Sussex, que afirma ser uma solução para o aumento do nível do mar, e para a escassez de solo para agricultura com o aumento crescente da população mundial.

Rita Grossinho

As alterações climáticas são uma realidade cada vez mais presente, e entre as mais variadas consequências, está o crescimento do nível do mar.

Leilah Clarke, estudande de Design na Universidade de Sussex, no Reino Unido, decidiu criar as “Floating Farm”, uma espécie de estufas que flutuam na água. O objetivo é ter uma alternativa ao solo para cultivar alimentos, dado que a população mundial chegará aos 9.8 mil milhões em 2050, segundo as Nações Unidas.

As estruturas têm uma forma redonda e oval, captam a luz solar, e além de não precisarem de um sistema de filtração de água, resistem às ondas e são eficientes energicamente. O design permite que haja um processo natural de filtração do sal e outros minerais, e a cúpula retém a condensação permitindo que a planta absorva a água. “Isto apenas permite que a física trate de tudo, as coisas aquecem, evaporam, esfriam e condensam” afirma Leilah ao Waste-Ed.

A autora do projeto já cultivou espinafres, rúcula, rabanetes, e agrião, comprovando o seu sucesso. Porém, alega no Hortidaily que “plantas que dependem de insetos para polinizar não são recomendados.”

A “Floating Farm” além de poder ser utilizada em mar, rios e lagos, pode ser adaptada como uma solução para embarcações que queiram ter à sua disposição uma estufa flutuante.

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