Sibéria: duas novas crateras aprofundam mistério da origem

Os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre a origem da primeira cratera, em Yamal, mas já outras duas formações idênticas foram descobertas, também na Sibéria, adensando o mistério da sua origem.

O segundo buraco foi encontrado em Atupayuta, na região de Taz. Com cerca de 15 metros de diâmetro, a sua profundidade ainda não é conhecida. A terceira cratera está localizada em Nosol, na região de Krasnoyarsk. Tem apenas quatro metros de diâmetro e uma profundidade estimada entre 60 a 100 metros, refere o Washington Post. Tanto a segunda como a terceira formação ficam localizadas fora de Yamal.

A primeira cratera, na Península de Yamal, popularmente conhecida como o “Fim do Mundo”, tem 80 metros de diâmetro e 60 de profundidade. O buraco fica localizado a 30 quilómetros do maior campo de gás natural de Yamal, o Bovanenko.

Os cientistas ainda não chegaram a uma conclusão sobre a origem das formações, mas tudo indica que os buracos terão sido provocados pelas alterações climáticas que proporcionam o degelo do solo da região. O derretimento de gelo misturado com o gás e sal existente no solo da região poderá ter causado uma explosão subterrânea, o que explica o facto de as paredes da cratera estarem escurecidas.

Outra das hipóteses, também ligada ao aquecimento global, é o derretimento de um pingo. Os pingos, ou hidrolacólitos, são estruturas cónicas isoladas, cujo núcleo é de gelo. Os pingos são formados quando os lagos secam nas regiões com permafrost. Ao secarem, a água que existe no subsolo do reservatório, que está congelada, exerce pressão sobre a terra à superfície, dando origem à estrutura cónica.

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