Estas pequenas tartarugas verdes australianas usam fatos de banho feitos individualmente, por medida por um cientista. Os coletes de licra são feitos de retalhos e destinam-se a ajudar numa investigação sobre os efeitos do aquecimento global nestes animais.
O biólogo David Booth, de 55 anos, pretende estudar os efeitos da temperatura dos ninhos e do aquecimento global numa série de répteis – ele acredita que o aumento das temperaturas pode levar à morte de muitas tartarugas recém-nascidas.
Juntamente com a sua equipa da Universidade de Queensland, David começou a investigação em 2006 para perceber de que forma a temperatura pode influenciar a força e resistência das crias ao nascerem. Eles descobriram que as temperaturas mais quentes dos ninhos afectam tanto o sexo das crias como a sua capacidade de nadar.
Os investigadores colocaram tartarugas marinhas bebés em tanques individuais e mediram o impulso para a frente que elas produzem com cada movimento natatório. Cada cria foi equipada com um colete de natação, que ajudou a medir o desempenho do animal.
O estudo exigiu uma série de coletes de ajuste confortável para envolver as tartarugas e garantir leituras precisas.
As conclusões avançam que, se quisermos preservar as populações de tartarugas marinhas selvagens à medida que o clima continua a aquecer, algumas medidas sérias têm de ser implementadas para garantir que não temos um futuro repleto de fêmeas nem de animais pouco ágeis para o nado – seres condenados, de uma forma ou de outra, à extinção.














