Taxa de carbono: carros de luxo podem custar até mais €40 mil (R$ 92 mil) na União Europeia



Algumas das mais luxuosas marcas de automóveis poderão estar prestes a verem agravado o seu preço, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente (EEA), da União Europeia (UE). Em causa está a necessidade de atingir os objectivos relacionados com as emissões de carbono a UE e a respectiva penalização.

O Financial Times avança o nome das marcas que deverão sair mais prejudicadas por esta taxa: Bugatti – cuja submarca Veyron poderá custar até mais €40 mil (R$ 91,8 mil) por unidade –, Lamborghini (€17 mil – R$ 39 mil), Maserati (€18mil – R$ 41,3 mil), Rolls Royce (€12,5 – R$ 28,6 mil) ou Bentley (€20 mil – R$ 45,9 mil).

Segundo esta agência europeia, as marcas de carros luxuosos não estão a cumprir os objectivos de redução de emissão de 130 gramas/km até 2015 – a partir dos actuais níveis de 140 gramas/km.

Se tivermos em conta as cinco marcas avaliadas em cima, os números de emissão de CO2 são impressionantes: Bugatti Veyron (539 gramas/km), Bentley (300 gramas/km), Rolls Royce (370 gramas/km), Maserati (350 gramas/km) e Lamborghini (340 gramas/km).

Segundo o Financial Times, ainda não é certo que estas taxas passem todas para os consumidores. Em todo o caso, os valores envolvidos são tão altos – €10 mil milhões (R$ 22,9 mil milhões), segundo a própria EEA – que esta taxa levará a que a indústria automóvel coloque a redução das emissões de CO2 entre os objectivos mais imediatos.

“Estamos obviamente a falar de números gigantes para qualquer indústria. Não há nenhum outro sector que tenha sentido na pela tal redução de emissões de carbono”, explicou Sigrid de Vries, da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.

Ainda de acordo com o FT, há uma forma de contornar parte destas multas: fazer parcerias com construtoras automóveis com carros mais amigos do ambiente. Ainda que esta acção não evite as multas, ela levará as marcas a trabalharem juntas para encontrarem soluções para reduzir as emissões de CO2.

É que se fabricantes automóveis como Toyota, Peugeot ou Citroen estão já muito perto do objectivo ambiental proposto para 2015, a grande parte das marcas encontra-se ainda muito longe dos números previstos.





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