Taxa de carbono deverá chegar à Austrália já em 2012

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, anunciou na semana passada que irá propor uma lei para obrigar os grandes poluidores do País a pagar por cada tonelada de dióxido de carbono libertado já a partir de 1 de Julho de 2012.

De acordo com a notícia, aqui publicada pelo Ambiente Online, esta será uma medida de transição antes da criação de um mercado de carbono na Austrália – o que deverá durar entre três a cinco anos.

“Não acredito que a Austrália precise de liderar o mundo contra as alterações climáticas, mas acho que não podemos ficar para trás. Estou determinada a fixar um preço no carbono porque a história ensina-nos que os países que prosperam são os que se adaptam às transformações”, explicou Gillard.

Ainda assim, este imposto não será aplicado na pecuária, um dos sectores com mais emissões, por causa da dificuldade em realizar medições.

Também segundo o blog do Instituto Carbono do Brasil, esta medida está a ser criticada por várias empresas australianas, de diversas indústrias. Recorde-se, por exemplo, que a Austrália é o maior exportador mundial de carvão.

“Não podemos permitir que uma medida deste tipo aumente ainda mais o preço da energia e que prejudique a competitividade internacional das nossas indústrias” – avançou o líder da oposição, Tony Abbott. “Não há nada mais falso do que fazer uma promessa ao povo australiano antes das eleições e depois quebrá-la no dia seguinte”.

Também a Câmara de Comércio e Indústria da Austrália criticou a decisão de Gillard. “Vamos ter uma taxa de carbono que não existe nos nossos competidores, o que prejudicará as indústrias. As três maiores economias do planeta – Estados Unidos, Japão e China – não possuem isso e não parece que terão algo parecido tão cedo. É um equívoco a Austrália adoptar acções antes destes países”, explicou o porta-voz da Câmara, Greg Evans.

A verdade é que, a este ritmo, a Austrália deve chegar a 2020 com 24% a mais de emissões que em 2000. O objectivo do Governo com esta taxa – e com o mercado de carbono – é reduzir em 5% as emissões nos próximos 10 anos, em relação aos níveis de 2000.

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