Transgénicos: de mal-amados a recursos imprescindíveis?

À medida que a agricultura se ressente das alterações climáticas, arruinando culturas, há quem comece a encarar a engenharia genética aplicada à alimentação – ou seja, a produção de transgénicos – como a solução para a escassez alimentar.

A população não pára de aumentar e as inundações e secas sucessivas em diversas zonas do planeta não auguram nada de bom para o futuro da produção alimentar. Apesar de polémicos, os transgénicos resultam de manipulações em laboratório que dão origem a produtos mais resistentes às pragas e a condições climáticas adversas. Daí que a polémica que estalou à nascença entre cientistas e produtores de transgénicos por um lado e ambientalistas por outro, se tenha reacendido.

Uma das críticas que os detractores dos transgénicos fazem é que estes são perigosos para os consumidores, mas entidades como a National Academy os Sciences dos Estados Unidos atestam que nestes alimentos “não se encontraram diferenças que impliquem um maior risco dos transgénicos para a saúde humana” e a verdade é que até ao momento não surgiu nenhum estudo capaz de o contradizer. A Greenpeace, uma das organizações ambientalistas que mais se têm manifestado contra os transgénicos, não se deixa impressionar: “Enquanto não se provar que a longo prazo os transgénicos não prejudicam a saúde humana, recomendamos precaução no seu consumo”, afirmou ao jornal El País Luís Ferreirim, que integra esta ONG. E contra esta objecção ninguém na comunidade científica pode argumentar com certezas, como reconhece Josep Casacuberta, da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar.

Os braço de ferro mantém-se, mas a progressiva escassez de recursos poderá impor, num futuro próximo, medidas que levantem restrições à produção e consumo destes alimentos.

Foto: Creative Commons

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