Uma equipa da Universidade Politécnica de Hong Kong revelou ontem os primeiros detalhes de um programa de monitorização de um trecho de 36 km de linha férrea de alta velocidade. O programa está a ser desenvolvido há sete anos e tem com base numa série de sensores de fibra óptica especiais. O sistema detectou “vibrações anómalas” em 30 ocasiões, permitindo a rectificação atempada de problemas emergentes que poderiam causar acidentes ferroviários.
O sistema usa grades de fibra Bragg – reflectores especiais construídos nos cabos de fibra óptica que reflectem, a qualquer momento, apenas determinados comprimentos de onda de luz. Quando incorporadas em qualquer percurso ou componente mecânico do comboio, os comprimentos de onda mudam de acordo com as tensões, deformações e mudanças de temperatura. Ao controlar as medições, estas grades podem ser usadas para identificar anomalias e condições potencialmente perigosas, tais como vibrações excessivas e falhas mecânicas.
Nos sete anos seguintes à sua instalação, o sistema registou mais de 10 milhões de medições ao longo da linha de comboio que une Hong Kong à China. Dos 10 milhões, crê-se que apenas 30 tenham sido fora do normal. No entanto, em alguns casos estes foram os primeiros avisos de perigo emergente.
Como o sistema é óptico, a interferência electromagnética das linhas de energia ferroviária não é um problema. Além disso, poupa à empresa operadora dos comboios €185 mil (R$ 554 mil) por ano em manutenção.
De acordo com o Gizmag, o sistema está a ser agora instalado ao longo de todas as rotas suburbanas de Hong Kong – seguir-se-á Singapura e a Austrália.
Foto: Sob licença Creative Commons









