“A cidade perdida dos Incas” é um dos destinos turísticos mais famosos do mundo. Construída no século XV como santuário religioso, no topo de uma montanha a 2490 metros de altitude, Machu Picchu foi abandonada com a chegada dos espanhóis, e só séculos depois, em 1911, foi dada a conhecer ao mundo, descoberta pelo explorador norte-americano Hiram Bingham. Em 1983, a UNESCO classificou-a Património Mundial da Humanidade e, em 2007, a velha cidadela inca foi considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Hoje, este sítio arqueológico no vale do rio Urumamba recebe cerca de 1,7 milhão de visitantes por ano, um número que levou as autoridades peruanas a anunciar, recentemente, novas medidas para diminuir o impacto do turismo – aparentemente devido a pressões da UNESCO que tem ameaçou colocar Machu Picchu na lista do Património Mundial em Risco, avança o jornal britânico The Guardian. 

Assim, desde 1 de Julho que os visitantes só são autorizados a entrar na cidadela com um guia oficial, e em grupos com um máximo de 16 pessoas. Além disso, devem comprar bilhetes que lhes dão acesso apenas apenas a um período de tempo – manhã (das 6h00 ao meio-dia) ou tarde (do meio-dia às 17h30) -, e devem optar por uma de três rotas pré-definidas através do complexo arqueológico, não podendo circular livremente pelo recinto como acontecia até agora. Quem desejar ficar o dia todo, deverá comprar dois bilhetes. 

Com estas medidas, as autoridades esperam manter o misticismo e autenticidade do local, cada vez mais desvirtuados pelo número crescente de visitantes, e reduzir o congestionamento, particularmente complicado de gerir durante a época alta, nos meses de Julho e Agosto.

Foto: Creative Commons

 

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