Voluntários unem-se para salvar gatos abandonados numa ilha deserta no Brasil

O problema acontece na Ilha da Furtada, conhecida como “ilha dos Gatos”, em Mangaratiba, litoral oeste do estado brasileiro do Rio de Janeiro.

Há alguns anos um casal de gatos foi abandonado na ilha que está deserta, já que faz parte de uma área de preservação ambiental onde não é permitida a permanência humana. Com o passar do tempo, mais animais foram abandonados no local, adaptaram-se e reproduziram-se. Agora estima-se que pelo menos 250 felinos vivam na ilha dos Gatos.

Os animais até se tornaram uma atração turística, mas a chegada da pandemia de covid-19 cortou o fluxo de turistas e o suporte oferecido por pescadores e empresários locais, gerando cenas de gatos a devorarem outros gatos mortos.

Os moradores de Mangaratiba perceberam o problema através de relatos dos pescadores que se aproximaram do local de barco e testemunharam estas cenas, em abril.

Jorge de Morais, 58 anos, que resgata animais em situação de abandono e abuso, contou que depois do ouvir as histórias decidiu reunir voluntários para pedir doações às empresas locais e salvar os animais da sede e da fome.

Em abril, ele e outros voluntários começaram a instalar bebedouros rudimentares na ilha, feitos de tubos de PVC. Agora fazem viagens semanais para os reabastecer.

“Gatos que foam abandonados recentemente são mais sociáveis. Você viu que podemos chegar perto, acariciá-los”, disse Joice Puchalski, coordenadora do grupo de voluntários.

“Mas não os selvagens. Eles estão todos escondidos, e você os vê à noite, por causa dos seus olhos’, acrescentou.

Não há nascentes na ilha e a limitação de água potável causa problemas renais nos felinos, embora os maiores perigos que enfrentam no dia a dia sejam as cobras e lagartos oportunistas, que os atacam.

Os voluntários que tentam salvar os gatos abandonados na ilha também transportam alguns animais de volta ao continente para tratamento veterinário.

Eles procuram interessadas em adotar os felinos, mas na falta de tutores acabam por levá-los de volta à ilha para que possam atender outros animais que necessitam de cuidados médicos.

Joice Puchalski, líder dos voluntários da Ilha dos Gatos, fez um apelo para salvar a população de gatos abandonados.

“Nós realmente precisamos de alguém que possa unir forças connosco para tentar sanar o problema”, concluiu.

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