World Vision restaura mais de um milhão de hectares em 27 países



A World Vision restaurou mais de milhão de hectares em 27 países com a técnica “Farmer-managed natural regeneration (FMNR)”, um método que melhora o solo, restaura os meios de subsistência e mitiga as mudanças climáticas.

De acordo com esta Organização Não Governamental (ONG), a técnica envolve a seleção e manejo de árvores e arbustos que crescem a partir de cepos e sementes vivas para alcançar a reabilitação rápida, de baixo custo e escalável de terras degradadas, conforme anunciado no Dia Internacional das Florestas, esta semana.

Trata-se de um método de recuperação de paisagens e de recriação de árvores, que melhora a segurança dos solos e dos alimentos, que restabelece os meios de subsistência e mitiga as alterações climáticas.

Na 27.ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a World Vision apresentou o seu relatório intitulado ‘Restore Land, Restore Climate’.

O promotor desta técnica, Tony Rinaudo, afirmou que a restituição de um bilhão de hectares de terras degradadas poderia reduzir entre 16 e 25% dos gases de efeito de estufa existentes, enquanto capacita as comunidades e as economias locais.

“O FMNR ajuda a capacitar as comunidades que sofrem com os efeitos da degradação da terra e das mudanças climáticas. Essas comunidades têm que lidar com a erosão do solo, quebras de colheita, fome do gado, secas, inundações e perda de biodiversidade. Muitas vezes [as pessoas] sentem-se impotentes e são forçadas a deixar as suas terras, porque não podem mais mantê-las e não podem sobreviver”, disse a diretora de sustentabilidade e ação climática da World Vision, Yukiko Yamada.

Por meio desta técnica, podem restaurar a sua cobertura arbórea, o que leva a uma melhor fertilidade do solo, gerando mais cultivo, pasto, frutas, mais disponibilidade de lenha, mais rendimento e melhor qualidade de vida.

“Educar os membros da comunidade sobre como podar e proteger essas árvores é fundamental, já que podem começar a ver um rápido aumento na densidade das árvores. Isso produz uma sensação de empoderamento à medida que trabalham em harmonia com o ambiente”, acrescentou.

A técnica é quase sete vezes mais sustentável e lucrativa do que o plantar de árvores, visto que o custo médio de aplicação deste método é menor do que o plantar uma nova árvore.

Além disso, 80% das árvores plantadas tendem a morrer, problema que a FMNR não enfrenta.

A ONG acrescenta que, no Níger (local onde nasceu a técnica com 30 anos de experiência), o rendimento bruto aumentou entre 200 e 1.000 dólares, por ano, por agregado familiar, o que equivale a 900 milhões de dólares, por ano, a nível nacional e beneficia 4,5 milhões de pessoas e agricultores a produzir 500.000 toneladas a mais de cereais, por ano, do que nas décadas de 1970 e 1980, graças ao FMNR, garantindo a segurança alimentar de 2,5 milhões de pessoas.

Em Tambarawa, no Níger, foi observado um aumento de 246,8% na densidade de árvores/arbustos (35,47 por hectare como densidade média de árvores em 2014, em comparação com 123 por hectare em 2017).

Nesse sentido, os conflitos entre pastores e agricultores foram reduzidos em 70%, à medida que a disponibilidade de recursos aumentava.





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