Zoo de Detroit envia espécie de caramujo ameaçado para ‘casa’

Jardim Zoológico norte-americano decidiu enviar para o Taiti cerca de 100 caramujos que detinha. Esta espécie extinguiu-se na natureza e o objectivo é agora reaviva-la.

Green Savers

Cerca de 100 caramujos, pertencentes a uma espécie ameaçada, estão a caminho de casa, no Taiti. O objectivo é restaurar a espécie, que já se extinguiu na natureza. Os animais são propriedade do Jardim Zoológico de Detroit, que decidiu enviá-las para o seu habitat natural de maneira a que possam prosperar e restabelecer as populações dizimadas.

Há décadas que o zoo de Detroit tem trabalhado na preservação da pequena espécie Partula nosoda, uma das várias espécies que foram extintas no seu habitat natural do sul do Pacífico por esforços de controlar uma outra espécie de caramujo invasivo que correram mal.

Em 1989 foram enviados para o zoo de Detroit cerca de 115 caramujos de espécies semelhantes. O zoo resolveu concentrar-se na reprodução da Partula nosoda. Na altura, o zoo ficou com todos os caramujos desta espécie que ainda existiam.

“Os nossos esforços e a reprodução bem-sucedida dos caramujos resultaram na salvação e recuperação da espécie”, afirma Scott Carter, chefe do gabinete de ciências do zoo. “Actualmente existem 6.000 destes caramujos a viver em jardins zoológicos da América do Norte, todos descendentes da população inicial do zoo de Detroit”, cita o Guardian.

O desaparecimento da espécie e dos seus relativos da natureza resultou de um controlo biológico do caramujo gigante africano, que foi introduzido no Taiti e em outras ilhas do Pacífico em 1967 como recurso alimentar humano. Alguns escaparam, reproduziram-se rapidamente e começaram a comer as plantações dos agricultores.

Para controlar a propagação a espécie, foi introduzido dez anos mais tarde o caracol-lobo-rosado, mas em vez de caçar o caramujo gigante africano, o caracol-lobo preferiu a Partula nosoda.

“Com o crescimento suficiente da população cativa e o estabelecimento de uma área protegida no Taiti, a espécie pode agora começar o caminho para a recuperação”, indica Carter.

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