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A célebre praia de Bondi Beach (Sydney) acordou com a água vermelha (com FOTOS)


Um fenómeno natural raro transformou as águas de Bondi Beach, em Sydney, Austrália, num mar vermelho, afastando turistas e fechando inclusive algumas praias, por razões de saúde e higiene.

De acordo com a imprensa australiana, o fenómeno repetiu-se por várias outras praias e deveu-se a uma enorme proliferação de algas. “Parecia uma cena do filme Tubarão”, pode ler-se no britânico Daily Mail.

Apesar dos avisos da protecção civil australiana, alguns turistas foram vistos na areia e, inclusive, a nadar na água vermelha.

O fenómeno natural é causado quando as algas e grandes grupos de plantas minúsculos, de várias cores, se juntam. Normalmente, os resultados são espectaculares – não foi o caso, porém.

Conhecido como Nocturnal Scintillans – ou brilho do mar – este fenómeno não tem efeitos tóxicos, ainda que as pessoas sejam aconselhadas a evitar nadar em áreas que tenham a água descolorida, uma vez que as algas podem causar irritação na pele.

De acordo com as autoridades australianas, este fenómeno acontece normalmente durante o Inverno, quando a água está mais fria. Nesta ocasião, por outro lado, alguns peixes morreram, como resultado do efeito das algas.

Veja algumas das fotos.

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Quercus ajudou Simarsul a reduzir pegada ecológica e factura energética


Em 2009, a Quercus e a Simarsul assinaram um acordo para a redução da pegada ecológica da empresa do grupo Águas de Portugal, uma parceria que englobava, entre outros, a recuperação ecológica da Lagoa Pequeno.

Três anos depois, a Simarsul anuncia agora os primeiros resultados. De acordo com a empresa, houve uma melhoria no desempenho da actividade da empresa, com uma diminuição dos consumos energéticos relativos ao tratamento do efluente de 0,457 Kwh/m3, em 2009, para 0,445 Kwh/m3, uma situação para a qual terá contribuído “a entrada em funcionamento de infra-estruturas com elevada capacidade de tratamento e com rendimentos optimizados”.

Em comunicado, a Quercus e a Simarsul afirmam que o “contínuo investimento em energias renováveis” foram também chave para este desempenho. Apesar de, hoje, a população servida pelas infra-estruturas da Simarsul ter aumentado em cerca de 354 mil habitantes, tendo em conta os dados de 2009, assistiu-se a “uma melhoria no desempenho” da empresa ao nível da sustentabilidade.

Paralelamente, existiu, da parte dos colaboradores, uma atitude “mais consciente relativamente aos consumos de energia nas infra-estruturas, de combustíveis, água e produção de resíduos”.

A Simarsul afirma ainda ter implementado várias acções de redução do impacto ambiental, através da continuada formação dos seus colaboradores: melhoria nas práticas de gestão de recursos, produção de resíduos, acções de sensibilização, diagnóstico energético e investimento em renováveis.

Por fim, foi feita uma grande intervenção na recuperação ecológica da Lagoa Pequena, Sesimbra. “[A lagoa] foi alvo de uma grande intervenção de controlo do caniço, uma vez que é necessário existir um equilíbrio entre as superfícies de águas abertas sem populações de plantas aquáticas emergentes, mas com vegetação submersa como fonte de alimento para as aves aquáticas”, explica a Simarsul.

Estão também concluídas as intervenções de criação de uma rede de percursos e de observatórios para apoio à visitação, essenciais à correcta interpretação dos habitats e espécies de fauna.

A Lagoa Pequena pode ser visitada às quartas-feiras, sextas e sábados, entre as 9h30 e as 12h30 e entre as 14h e as 18h. Pode marcar antecipadamente a sua visita através do email info.lagoapequena@gmail.com ou telefone 93 998 22 92.

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Adicionados 25 mil quilómetros quadrados à rede Natura 2000


Aproximadamente 25 mil quilómetros quadrados de extensão natural foram adicionados à Natura 2000, uma rede de áreas protegidas que é o principal instrumento da União Europeia (UE) na luta para conservar a biodiversidade na Europa.

A comissão aprovou formalmente a inclusão de mais de 235 sítios propostos pelos estados membros como Sítios de Interesse Comunitário. Os estados terão seis anos para pôr em prática as medidas necessárias para proteger estes locais.

Comparativamente com a sua dimensão, o país com maior contribuição foi Malta, com 183 quilómetros quadrados de áreas marinhas, criando a base para uma sólida rede marítima nas águas circundantes. Estes novos locais vão ajudar na conservação da possidónia oceânica, uma planta marinha, e de recifes, oferecendo ainda um habitat vital para o colorido caracol do mar gibbula nivosa.

Um dos acréscimos mais significativos ficou também a cargo do Reino Unido, com Dogger Bank, uma área de mar raso com penínsulas submersas na parte central do Mar do Norte.

Segundo a Comissão Europeia, também a Suécia e a Letónia incluíram 10 novas áreas marinhas. Estes sítios alojam várias espécies e habitats de recifes, constituindo-se áreas de alimentação vitais para focas e peixes migratórios. Os 10 lugares cobrem uma superfície marinha de quase quatro mil quilómetros quadrados.

A maior extensão terrestre tem lugar na Roménia – 109 lugares foram adicionados à rede e muitas áreas foram ampliadas. Os novos espaços incluem uma vasta gama de espécies provenientes de florestas e prados, revelando-se ainda habitats vitais para muitas espécies raras e ameaçadas de extinção, incluindo morcegos e anfíbios. Juntamente com outros sítios propostos pela Bulgária e da República Eslovaca, os novos locais romenos Natura 2000 também oferecem uma maior protecção para a fauna de peixes endémicos da bacia do rio Danúbio.

A Rede Natura 2000 é uma rede de áreas protegidas, um instrumento de relevo para a conservação da natureza. O conjunto destas áreas é criada por imposição comunitária, surgidas a partir do contributo individual, e obrigatório, de todos os países membros da UE para uma listagem de áreas que contribuam para a preservação de habitats naturais, da fauna e flora, tendo em consideração as exigências económicas, sociais e culturais.

Em Portugal, a Rede Natura 2000 ocupa cerca de 20% do território continental, valor bastante superior ao da Rede Nacional de Áreas Protegidas, de apenas 8%.

Foto: A Rede Natura 2000 na Serra da Estrela

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Britânico paga €170 mil por mandar cortar árvore do vizinho


Neil Davey, proprietário de uma vivenda em Poole Harbour, Inglaterra, foi condenado a pagar €170 mil (R$ 458 mil) por ter mandado cortar uma árvore da propriedade do seu vizinho. A árvore, de acordo com o tribunal britânico, estaria a impedir a vista para o mar a partir da sua banheira.

De acordo com a imprensa britânica, Davey pediu ao seu amigo Thomas McGuire para, a meio da noite, cortar o pinheiro-bravo de 55 anos – e 12 metros. O que este fez, de resto, com uma motosserra.

Com a vista desimpedida, a propriedade de Davey passou a valer €957 mil (R$ 2,5 milhões), mais €60 mil (R$ 160 mil) que o valor anterior. Ainda assim, será plantada uma nova árvore – também pinheiro bravo – no seu local.

Ainda segundo a imprensa britânica, o corte da árvore deu-se quando Davey e a sua recém-esposa estavam em Paris. De acordo com o juiz, os seus vizinhos terão corrido perigo de vida, com a queda da árvore.

O mesmo juiz terá dito a Davey que o pedido que fez ao seu amigo para cortar a árvore demonstrou uma “incrível arrogância”. “Foi um acto premeditado, não algo que tivesse ocorrido no momento”, explicou o juiz Pete Johnson.

Esta foi a mais pesada multa de sempre em Inglaterra por cortar – ou mandar cortar – uma árvore.

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Chimpanzés e orangotangos também sofrem de crises de meia-idade


Não somos apenas nós que sofremos com a chamada crise de meia-idade. Segundo um relatório publicado ontem no Proceedings of the National Academy of Sciences, existem provas de crises existenciais de meia-idade nos grandes primatas, como os chimpanzés e orangotangos.

O estudo, desenvolvido por investigadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, concluiu que os chimpanzés e orangotangos em cativeiro mostram a mesma fragilidade emocional na meia-idade, tal e qual alguns seres humanos.

Assim, a tendência para um certo descontentamento humano durante a meia-idade pode ter sido passada durante a evolução, e não ser simplesmente o resultado da lufa-lufa da vida moderna.

Na verdade, vários estudos têm concluído que a felicidade nos adultos humanos tende a seguir um certo padrão entre os 20 e os 70 anos: começa em grande e decresce ao longo dos anos, atingindo o seu ponto baixo perto dos 50 anos. Depois, eleva-se novamente e atinge o pico aos 70. Em gráfico, esta tendência ganha a forma de U.

“Este é um dos grandes padrões da vida humana. Vamos todos passar por este U, mas queríamos explicá-lo”, explicou Oswald, um dos autores do estudo.

Então, os investigadores viraram-se para os grandes primatas. Estudaram 508 orangotangos e chimpanzés espalhados por zoos e centros de pesquisa dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Singapura e Japão.

“Descobrimos que estas criaturas, que não têm uma hipoteca para pagar, não têm de ir trabalhar todas as manhãs, não casam nem têm outros problemas [também passam por uma crise de meia-idade]. Parece-me que esta tendência em U encontra-se enraizada na biologia dos humanos”, explicou.

O Huffington Post falou ainda com Frans de Wall, uma autoridade no comportamento dos primatas, que confessou que os resultados do estudo eram “intuitivamente correctos” e que a noção da influência biológica nos padrões humanos era uma “possibilidade intrigante”.

Finalmente, a especialista em felicidade Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, considera os resultados “muito intrigantes”. “Não sei o que isto significa. Talvez irá levar-nos a novas ideias sobre o que vai na cabeça dos primatas e humanos”, concluiu.

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Projecto precisa da sua ajuda para conservar o burro português


Faltam apenas 25 dias para acabar a campanha de financiamento colectivo Conservar os Burros ajudando as Pessoas, um projecto que pretende realçar a importância deste animal na cultura portuguesa e tradição saloia, abordando a sua biologia e comportamento e alertando para o grande decréscimo do seu número, em Portugal, nas últimas décadas.

Pode contribuir para o projecto neste link (à data da escrita desta notícia apenas $2.000 de $25.000 tinham sido angariados).

Devido à mecanização da agricultura e à modernização dos transportes, o burro tem vindo a sofrer um declínio acentuado em Portugal desde meados do século passado, passando de um efectivo populacional de cerca de 270 mil animais, em 1940, para menos de 10 mil indivíduos, na actualidade.

Os promotores desta campanha estão a construir o Parque dos Burros, onde irão abrigar 40 animais e construir as instalações necessárias para o desenvolvimento de um programa de Asinoterapia dirigido a pessoas com dificuldades físicas e mentais.

A terapia assistida com burros reduz a ansiedade e a percepção de dor dos pacientes, contribuindo para minimizar os efeitos da depressão e solidão, melhorando a integração social e o desejo e capacidade de lutar dos pacientes pela sua vida.

O objectivo passa assim por contribuir para a conservação do burro através da valorização do seu potencial terapêutico e educacional, zelando simultaneamente pelo bem estar humano e animal.

Paralelamente, a Reserva de Burros e a Associação Burricadas estão a organizar a exposição ‘Vozes de Burro Chegam ao Céu?,’ que será inaugurada no próximo dia 1 de Dezembro de 2012 no Centro de Ciência Viva de Sintra.

Durante a exposição, os visitantes individuais, em grupos familiares ou em grupos escolares terão oportunidade de participar em diversas actividades relacionadas com o burro, de visionar um pequeno filme sobre a situação da espécie e ainda interagir com dois burricos que serão os anfitriões deste evento.

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