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Tag Archive | "Estados Unidos"

Cão salva gato através de rara transfusão de sangue entre espécies


Buttercup, um gato laranja, chegou no último mês ao Marathon Veterinaty Hospital, na Flórida, entre a vida e a morte. Análises ao sangue determinaram que a contagem de glóbulos vermelhos era demasiado baixa e o felino teria poucas probabilidades de sobreviver sem uma transfusão de sangue imediata.

O único problema é que o gato tinha sangue Tipo B, ao passo que a maioria dos gatos nos Estados Unidos possuem sangue Tipo A. “É bastante difícil arranjar sangue Tipo B”, disse o veterinário de Buttercup, Sean Perry, ao Dodo. “Por vezes encontra-se gatos com sangue Tipo B mas o problema é que se dermos sangue Tipo B a um gato com sangue Tipo A o resultado é uma reacção anafiláctica e a morte em poucos minutos”, explica.

Então, com a esperança de salvar o gato, o veterinário efectuou uma transfusão com sangue de uma outra espécie – com o sangue de um cão dador. O sangue pertencia a um greyhound que o havia doado a um banco de sangue local para animais.

“Nestes casos é mais seguro dar sangue de cão do mesmo tipo do que dar sangue de gato de tipo diferente. O sangue de cão permite que o gato sobreviva algum tempo até se conseguir arranjar sangue do tipo adequado ou o organismo do animal recomeçar a funcionar normalmente”, explica o veterinário.

Perry indica que não é certo o que causou a diminuição de glóbulos vermelhos no Buttercup, mas desde que recebeu a transfusão, os níveis de hemácias do gato voltaram ao normal e o animal esta a recuperar bem. O veterinário indica ainda que o gato teve sorte em a transfusão ter resultado porque a troca de sangue entre espécies só é efectiva uma única vez. Ao receber sangue de cão, o organismo de Buttercup criou anticorpos e se alguma vez voltar a receber sangue canino o seu sistema imunitário vai atacar o sangue.

Embora funcione apenas uma vez, a transfusão de sangue entre espécies não acarreta quaisquer efeitos secundários para o animal que recebe o sangue. Casos como o de Buttercup são o exemplo de que tal como os humanos, também os animais devem doar sangue sempre que possível.

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EUA: Governo quer cobrar até €1.180 por licenças para fotografar e filmar em áreas naturais protegidas


O Departamento das Florestas dos Estados Unidos quer implementar taxas para fotografar e filmar em áreas protegidas do território nacional. Ao abrigo desta regulação, que está já a ser aplicada temporariamente, vai ser permitida – sem necessidade de licença – a fotografia amadora, bem como fotografia para notícias de última hora dos meios de comunicação.

Contudo, a recolha de imagens, tanto fotografia como vídeo, para fins comerciais – quer seja para blogues, reportagens ou outros fins lucrativos – vão necessitar de uma licença, que pode custar até €1.180. As multas para os infractores podem chegar aos €788.

A regulação temporária já vigora há cerca de quatro anos, mas vai ser agora efectivada em Novembro próximo. De acordo com a directora dos Serviços Florestais norte-americanos, Liz Close, “o departamento está apenas a implementar o Wilderness Act de 1964, que pretende proteger as áreas naturais e intocadas de serem exploradas para ganhos comerciais”. “Não é um problema, é uma responsabilidade. Temos de seguir os regulamentos estatutários”, indica, cita o Inhabitat.

Assim, se por acaso for aos Estados Unidos e fizer uma caminhada por uma destas áreas e tirar uma fotografia espantosa e a vender posteriormente, o melhor é que a venda por mais de €788, pois vai ser esta a multa a pagar por não ter pedido licença. Porém, a relação é de interpretação vaga, já que é ubíqua em relação às fotografias de alta resolução tiradas com smartphones. O novo regulamento também deixa ao critério do Departamento de Florestas o que é considerado como notícias de última hora ou não.

Porém, existem já várias críticas à regulamentação que o departamento quer implementar, alegando que viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. “As regras não fazem distinção entre fotografia comercial e jornalística. Ter de ter uma autorização para cobrir um caso ou história, quer seja notícia de ultima hora ou não, é claramente uma violação da Primeira Emenda”, critica Mickey Osterreicher, conselheiro geral da Associação Nacional de Fotógrafos de Imprensa.” Adicionalmente, já que vai ser o departamento a emitir as autorizações que considerar apropriadas, um jornalista pode ser impedido de divulgar uma história simplesmente porque o aval do departamento não foi favorável”.

Foto: panafoot / Creative Commons

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EUA: quintas de marijuana medicinal estão a matar os salmões


Cultivar canábis não é tão ecológico quanto se pensa. A produção de marijuana para fins medicinais está a provocar a morte de centenas de salmões nos Estados Unidos. De acordo com um novo estudo da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), alguns produtores licenciados de canábis recorrem a fertilizantes ilegais e sistemas de irrigação sugadores de fluxo que estão a colocar em perigo os salmões da Califórnia e do Oregon.

Os agricultores norte-americanos cultivam marijuana para fins médicos – embora parte acabe por ser vendida ilegalmente – em três condados: Mendocino, Humbolt e Trinity, que forma o Triângulo Esmeralda da Califórnia. Uma única planta de canábis cultivada nesta zona necessita de mais de 3.000 litros de água para crescer. Adicionalmente, a maior parte dos sistemas de irrigação capta a água “mais fresca e pura na altura mais stressante do ano”, refere o estudo.

Ao retirarem a preciosa água dos cursos onde habitam os salmões-prateados, a espécie, já ameaçada, fica sobre stress adicional. Contudo, as restantes culturas agrícolas, a pesca e a construção de infra-estruturas hídricas também prejudicam o habitat dos salmões, refere o Dodo.

A população de salmões-prateados está a decrescer há 70 anos e a NOAA estima que sejam necessárias várias décadas para restabelecer as populações e o habitat deste tipo de salmão. Uma melhor gestão da pesca, a redução dos detritos provenientes da agricultura, diminuição dos predadores não nativos e de doenças são alguns dos passos para reestabelecer as populações destes peixes.

Foto: Michael Carl / Creative Commons

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As cavernas de lava de Josh Hydeman (com FOTOS)


Ao longo de mais de três quilómetros e a centenas de metros de profundidade existe uma rede de cavernas no subsolo do estado de Washington, nos Estados Unidos. As várias grutas ostentam nas paredes um caleidoscópio de cores, formado por correntes de lava há mais de 8.000 anos que foram solidificando dentro de um grande desfiladeiro.

Josh Hydeman é um fotógrafo de Portland que se dedicou a explorar e a fotografar as formações, acompanhado pelos colegas Eric Guth, Garry Petrie e Jason George. “A caverna foi mapeada pela primeira vez em 1993 e soubemos da sua existência através de um clube de espeleologia que tem o seu nome”, conta o fotógrafo ao Daily Mail.

“Na costa este a localização de todas as grutas é mantida em segredo e como tal o acesso é passado de boca em boca. Para esta gruta, em particular, é possível conduzir até quase à entrada, ao contrário de muitas outras grutas que requerem uma caminhada de vários quilómetros até à entrada”, indica Hydeman.

Ao contrário de outras grutas de lava, esta tem cinco níveis e não apenas um, possuindo ainda luz natural suficiente para iluminar a gama de cores que reveste as paredes. A gruta ainda possui pequenos lagos e cascatas de água.

De acordo com o fotógrafo, a entrada para a gruta terá sido descoberta por filhos de lenhadores da região que a decidiram explorar, mas a investigação acabou quase em tragédia e os lenhadores, que tinha acesso a dinamite, decidiram fechar a entrada. Contudo, ao explodirem a dinamite os caminhos subterrâneos foram desobstruídos e foi assim que a gruta foi descoberta.

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A arte em altura da fotografia de drone (com FOTOS)


Matt Satell está rodeado por alguns dos locais mais icónicos de Filadélfia, Estados Unidos. Contudo, este norte-americano não tira os olhos do seu smartphone. Do local onde Satell se encontra é possível ver as margens do Rio Delaware, a Ponte Ben Franklin, que liga Filadélfia a Camden, em Nova Jérsia. No extremo norte, uma antiga central energética, a Delaware Station, que atrai muitos fotógrafos ávidos da decadência urbana.

Ainda assim, Satell não desvia o olhar o dispositivo que tem nas mãos – porque através dele consegue ver todos estes lugares. O smartphone mostra-lhe a perspectiva de um pequeno drone que voa pelos céus da cidade sob o seu comando, a vários metros de altitude.

“Sempre achei fascinantes os diferentes pontos de vista que se consegue através de um drone”, explica. “Foi isto que me interessou desde o início, estas perspectivas fascinantes que não é possível ver a não ser através de um helicóptero”, cita o City Lab.

Satell trabalha na área do marketing, mas nos tempos livres é um entusiasta da tecnologia drone, que nos últimos tempos se tornou mais pequena e barata. Há poucos meses decidiu adquirir um pequeno aparelho drone, que veio equipado com uma câmara interna. O aparelho é controlado e está sincronizado com o smartphone de Satell. Desde então, este norte-americano tem-se dedicado a fotografar e a filmar a cidade de Filadélfia.

A crescente acessibilidade da tecnologia drone tem aberto portas para fotógrafos amadores, como Satell, e para outros hobbies. Veja aqui algumas das fotos que Satell captura nos seus tempos livres.

Pode conhecer melhor o trabalho de Matt Satell no seu site.

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Descoberta nova espécie de dinossauro com nariz gigante


Uma nova espécie de dinossauro com um nariz gigante foi descoberta por investigadores de uma universidade norte-americana. A identificação foi feita a partir de um fóssil que esteve guardado durante duas décadas e nunca recebeu a atenção merecida, até agora.

O animal teria mais de nove metros de comprimento e um nariz gigante, o que lhe valeu o novo nome científico – Rhinorex condrupus. Os restos do animal foram encontrados na Brigham Young University, no Utah, por investigadores da North Carolina State University e do Brigham Young Museum of Paleontology. De acordo com os cientistas, o fóssil terá sido descoberto pela primeira vez em 1990, na formação rochosa de Nelsen.

O fóssil tem cerca de 75 milhões de anos e indica que o animal era um herbívoro e viveu no Cretáceo Superior, refere o Daily Mail. Segundo a equipa de investigadores, foram necessários mais de dois anos para reconstituir o esqueleto do animal e apenas durante o processo foi possível perceber que se estava perante uma nova espécie. A origem e utilização do nariz permanece um mistério para os cientistas.

Este é o primeiro fóssil completo de uma espécie de dinossauro do grupo dos hadrossauros – os dinossauros com bico de pato – que habitava aquela região rochosa.

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