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Gigante holandesa vai lançar tintas de base biológica a partir de 2014


A gigante holandesa de tintas AkzoNobel anunciou planos para substituir os produtos à base de petróleo por biocombustíveis de algas. A estratégia insere-se no objectivo de redução das emissões de carbono em 30% até 2020.

A AkzoNobel, cujas marcas incluem as tintas Dulux e Devoe, assinou um acordo com a empresa de biotecnologia Solazyme para desenvolver óleos renováveis a partir de algas.

Sob os termos do acordo, as duas empresas vão iniciar o desenvolvimento dos produtos no segundo semestre deste ano, com vista a melhorar a pegada ecológica de uma série de tintas, revestimentos e outros produtos da AkzoNobel.

A empresa anunciou recentemente uma nova estratégia de redução das emissões de carbono no ciclo de vida dos seus produtos até 30%, até 2020. Como parte do plano de sustentabilidade, a intenção passa também por aumentar as vendas dos seus produtos eco-premium para 20% das receitas totais, acima dos actuais 11%.

Segundo o Business Green, a Solazyme irá disponibilizar milhares de toneladas de “petróleo de algas sustentável” da fábrica Solazyme Bunge Renewable Oils Joint Venture, localizada no Brasil.

Espera-se que os novos produtos cheguem ao mercado em 2014, a preços “competitivos”.

A Solazyme já trabalhou no desenvolvimento de petróleos derivados de algas com a Unilever, para sabonetes e outros produtos de cuidados pessoais, e com a Dow Chemical Company, para fluidos dieléctricos no mercado transformador.

Os biocombustíveis e produtos químicos feitos a partir de algas são considerados mais sustentáveis a nível ambiental do que os combustíveis alternativos. As algas desenvolvem-se de forma rápida e eficiente, sem a necessidade de terrenos agrícolas.

Foto: Sob licença Creative Commons

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Embalagens biodegradáveis feitas de fungos crescem sozinhas (com FOTOS)


No que depender da Ecovative Design, os problemas associados à difícil decomposição dos materiais usados na maioria das embalagens têm os dias contados. A empresa criou as primeiras caixas que crescem sozinhas, recorrendo a produtos 100% naturais.

As embalagens EcoCradl desenvolvem-se a partir da junção de resíduos agrícolas e cogumelos. O resultado é a Mycobond, uma espuma tão natural que não há qualquer problema se for ingerida – apesar de o produto não possuir valor nutricional ou um sabor muito agradável, segundo a empresa.

O processo de fabrico requer uma quantidade de energia oito vezes inferior à das embalagens de espuma convencionais. As quantidades de CO2 emitido também são 10 vezes inferiores. Além de depender apenas de fontes renováveis, a embalagem pode, depois de usada, servir de adubo orgânico para o jardim.

Os impulsionadores da ideia são Gavin McIntyre e Eben Bayer, alunos do Instituto Politécnico Rensselaer, que fundaram a empresa em Nova Iorque. A sua abordagem baseia-se no cogumelo mycelium – para alimentar as fibras desta espécie de fungo, recorrem a sementes de algodão e fibras de madeira.

O crescimento ocorre à temperatura ambiente, num local escuro, numa estrutura de plástico que determina o formato da embalagem. Não há portanto gasto de energia na moldagem do produto, porque ele já nasce com a forma pretendida. Quando a peça está pronta, é por fim aquecida, para evitar que o cogumelo continue a crescer.

A dupla está a trabalhar com a National Science Foundation, de modo a minimizar ainda mais os impactos ambientais causados pelas EcoCradl. Os jovens desenvolveram um novo método para esterilizar o material agrícola inicial, uma etapa necessária na eliminação de esporos que possam competir com os dos cogumelos mycelia. Actualmente, a esterilização é feita com vapores, mas óleos de produtos como a canela e o orégão podem vir a substitui-los.

Se os avanços no processo de esterilização se revelaram bem-sucedidos, a energia necessária no fabrico das embalagens poderá ser 40 inferior à necessária para produzir as de polímeros convencionais.

As embalagens ecológicas podem ser encomendadas no site da empresa, que também desenvolve produtos como isolamento térmico para habitações.

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Um micro apartamento partilhado e com muito espaço


Os micro apartamentos estão a tornar-se na solução de habitação de preço acessível favorita dos jovens e inquilinos com menores rendimentos, em cidades populosas como Nova Iorque e São Francisco, nos Estados Unidos. Mas viver numa casa com menos de 37 m2 não é lá muito encantador – por norma, a cama torna-se também na mesa de jantar, a casa de banho assemelha-se à de um avião e é impossível arranjar espaço para receber os amigos.

Para colmatar estes problemas, surge agora um modelo de habitação pensado para oferecer espaços comuns partilhados entre micro apartamentos, capazes de lhes permitir ampliar as áreas de acesso.

A ideia é de Chris Marciano, que terminou recentemente os seus estudos de arquitectura na Northeastern University. No seu esquema, unidades privadas de 39 m2 são emparelhadas em torno de um espaço social reconfigurável para refeições ou entretenimento. Cada unidade, além de quarto, tem ainda a sua própria entrada privada, casa de banho, cozinha e uma pequena varanda.

Segundo o Atlantic Cities, algumas das paredes em torno do espaço partilhado podem ser reconfiguradas, de modo a criar ou um espaço ao ar livre ou uma varanda ampliada e uma sala privada.

Marciano criou esta nova tipologia de habitação a pensar numa população jovem específica – quem já não quer entrar em conflito com os colegas por causa da limpeza da casa de banho, mas que ainda não pode pagar para ter a sua própria casa.

No centro de Boston, um quarto com cerca de 46.5 m2 pode custar até €1.619 (R$ 4.216) por mês. Marciano estima que uma unidade deste género poderia custar em Boston algo entre €925 (R$ 2.409) e €1.079 (R$ 2.811), o que para a cidade já é muito mais acessível.

A divisão de um espaço como este convida a algumas dinâmicas sociais interessantes e é capaz de seduzir muitos amigos com vontade de viverem juntos. Marciano espera que os seus micro lofts possam oferecer muito mais qualidade de vida aos inquilinos, em detrimento dos actuais aglomerados de pequenos apartamentos a preços exorbitantes que tomam conta das cidades.

Foto: Sob licença Creative Commons

Planta

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Inglaterra: uma tenda suspensa nas árvores (com FOTOS)


Esta esfera futurista pode até parecer um OVNI ou um casulo, mas na verdade é uma “tenda árvore”. Suspensa a três metros acima do chão, no meio da floresta, este é a mais recente novidade no mundo do campismo.

Esta tenda de design revolucionário acomoda dois adultos, possui uma cama de casal que se dobra para criar um banco, iluminação LED e até espaço para um fogão a lenha. Umas escadas de madeira levam os campistas até à entrada da estrutura, suspensa no ar por oito cordas presas às árvores em redor.

A estrutura é feita de madeira de freixo britânica proveniente de florestas locais e de alumínio reciclado, com o revestimento feito inteiramente de algodão impermeável.

A tenda árvore, a três metros de altura, é a mais recente aquisição do The Secret Campsite, em Town Littleworth, East Sussex, em Inglaterra. Tim Bullen, proprietário do parque de campismo, diz que esta é uma estrutura “completamente única e muito especial”. “Não só é incrivelmente divertida de se ver, como também é bem construída e prática. Está totalmente isolada, por isso é quente no Inverno e fresca no Verão”.

Em suspensão no ar, consegue-se observar melhor as paisagens e mergulhar verdadeiramente na floresta. Se há uma brisa a circular, por exemplo, a tenda balança suavemente com as árvores.

Esta criação é o resultado de três anos de trabalho do designer Jason Thawley, que se inspirou nas casas na árvore de madeira do Canadá. É a primeira presente em Inglaterra – apenas mais uma existe no Reino Unido, em Powys, no País de Gales.

Bullen disse: “Normalmente, as florestas não são óptimos lugares para acampar – tens de encontrar uma clareira, o piso é irregular e tens a preocupação adicional de que criaturas poderão estar a circular por baixo de ti”. Tudo isso fica resolvido com esta invenção.

O verso da moeda é o preço do alojamento – a estadia nesta tenda inovadora pode custar €113 (R$ 297) por noite.

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EUA: módulos com microalgas instalados nos edifícios de Boston


Os arquitectos da Howeler + Yoon e os designers do Squared Design Lab uniram-se para criar uma estrutura conceptual ecológica para a cidade de Boston, nos Estados Unidos. Trata-se de um revestimento para edifícios da cidade, na forma de casulos modulares repletos de algas destinadas a servir de biocombustível.

Os designers pretendem usar a estrutura – chamada eco-pods – para informar o público acerca do potencial das microalgas, um biocombustível que pode ser produzido na vertical. A estrutura poderia ainda servir de micro incubadora para diversos projectos de investigação.

As estruturas seriam continuamente reorganizadas por braços robóticos – alimentados pelas microalgas produzidas – para garantir as condições-óptimas de crescimento das algas em cada módulo.

Como estrutura aberta e reconfigurável, esta criação pode formar uma rede de jardins botânicos verticais que alberguem uma única espécie de planta. Os módulos poderiam ser adquiridos por encomenda por qualquer pessoa interessada no sistema. Trata-se de uma proposta para estimular a economia e os hábitos ecológicos da cidade.

Os criadores esperam que a natureza temporária da edificação a leve a ser amplamente distribuída por Boston, sendo instalada em empreendimentos cujas obras foram suspensas ou outros particularmente degradados. Mas os módulos podem também ser facilmente desmontados e redistribuídos por outros bairros nos arredores da cidade, servindo a outras comunidades.

As microalgas são um dos biocombustíveis mais promissores da actualidade, produzindo mais de 30 vezes energia por hectare do que qualquer outra fonte de combustível. Ao contrário de outras culturas, as algas podem crescer verticalmente e em terras não aráveis e são biodegradáveis.

A produção de algas recorre a açúcar e celulose para criar biocombustíveis e, ao mesmo tempo, ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono, uma vez que o substitui por oxigénio durante a fotossíntese.

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Os sapatos também podem ser vegan (com VÍDEO)


Quando as empresas do sector do calçado, em Portugal, começaram a desenvolver sapatos mais ecológicos, surgiu a necessidade de certificar esses produtos, diferenciando-os no mercado interno e, sobretudo, externo.

O resultado deste movimento natural de expansão de negócio é o Biocalce, uma certificação do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal e que tem laboratórios em São João da Madeira. Aqui, uma extensa série de testes são realizados para analisar, ao mais ínfimo pormenor, do que são feitos os sapatos da nossa indústria.

“As empresas sentiram que precisavam de alguém que validasse [esta diferenciação], que os distinguisse”, explicou ao Economia Verde Maria José Ferreira, directora de inovação e qualidade do centro sanjoanense.

O Biocalce aplica-se a materiais, componentes e processo de fabrico, distinguindo, através de um rótulo ecológico português, os sapatos que aliam o conforto a preocupações ambientais e inovação sustentável.

Há modelos vegan, reciclados, couro biodegradável e corantes naturais que brilham no escuro. Todos os produtos são também isentos de materiais tóxicos e que possam prejudicar o ambiente e as pessoas.

O Centro Tecnológico de São João da Madeira já distinguiu mais de 440 produtos. “Combinamos a borracha natural com fibras naturais e desenvolvemos, paralelamente, um novo material, a que chamamos de pura látex”, explicou Rui Russo, director industrial da Procalçado, ao Economia Verde. Veja o episódio 59.

Foto: Sob licença Creative Commons

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