Não ser trata propriamente de uma ironia, mas o primeiro cedro anti-alérgico do mundo, desenvolvido por cientistas japoneses, pode ser prejudicial ao ambiente. Mas vamos aos factos: uma equipa do Forestry and Forest Products Research Institute, do Japão, conseguiu desenvolver o primeiro cedro anti-alérgico, alternado o ADN da planta.
Ainda que esta seja, à partida, uma boa notícia para quem sofre de alergias, a verdade é que alguns especialistas estão a levantar dúvidas em relação ao impacto desta alteração de ADN no ambiente.
De acordo com o Inhabitat, o Japão apresenta altos níveis de alergias na Primavera, sendo que um em cada quatro cidadãos nipónicos sofre de febre dos fenos cada ano. Este ano, com as temperaturas mais elevadas, estes problemas têm sido cada vez mais identificados.
Para minimizar este problema, uma equipa de cientistas liderada por Katsuaki Ishii descobriu uma forma de adaptar as técnicas de re-sequenciação de ADN, desenvolvidas por cientistas norte-americanos para pinheiros, transferindo-as para os cedros.
Agora, a equipa espera começar a plantar esta nova sequenciação por todo o País.
Porquê cedros? Na reconstrução do País no pós-Segunda Guerra Mundial, os cedros foram plantados – uma acção muito bem sucedida. No entanto, os altos níveis de pólen por estes emitido causa problemas de alergias à população, levando, inclusive, ao rápido crescimento do negócio das máscaras faciais, óculos anti-pólen, molas para o nariz, sprays nasais ou purificadores de ar portáteis.
Lulas japonesas a voarem no Oceano Pacífico. Já ouviu falar disto? Agora, há mais detalhes sobre o tema. De acordo com a imprensa nipónica, percebeu-se que a espécie de lula oceânica do Pacífico é capaz de voar até 30 metros de altitude a velocidades velozes, de forma a escapar de predadores.
O fenómeno foi explicado por cientistas – a lula voadora lança um jacto de água em alta pressão, que lhe serve de impulso, e depois abre as barbatanas, que funcionam como asas, de modo a planar acima da água.
O estudo é dos biólogos marinhos da Universidade de Hokkaido, Japão, e revela ainda que a lula é capaz de acelerar no ar a uma velocidade superior a 11 metros por segundo, revela o Huffington Post.
“Sempre houve testemunhas e rumores que se referiam a lulas serem vistas a voar, mas ninguém tinha esclarecido como é que elas de facto o faziam”, disse o biólogo Jun Yamamoto. E acrescentou: “Nós provámos que realmente é verdade”.
Os investigadores acompanharam cerca de 100 lulas no Oceano Pacífico, a cerca de 600 Km a leste de Tóquio, em Julho de 2011. O estudo permitiu-lhes verificar que os animais se lançam no ar e que, neste processo, podem permanecer em voo cerca de três segundos e atingir uma altitude de cerca de 30 metros.
Ao pousar de volta na água, as lulas dobram as barbatanas para trás, de modo a minimizar o impacto da queda. Os biólogos acrescentam ainda que os animais não saltam apenas para fora da água, eles têm uma postura altamente desenvolvida no voo.
Esta estratégia, que funciona como reacção em situação de perigo, pode ironicamente levar muitas lulas a tornarem-se em alimento para aves marinhas e outros predadores aéreos.
O Ministério do Ambiente do Japão teme que a nuvem de poluição que afecta a China, sobretudo a região de Pequim, chegue a território japonês. O país nipónico controla diariamente, como é habitual, a sua própria poluição atmosférica, e reparou que em alguns dos municípios há já concentração de partículas suspensas superior a 2,5 microgramas por metro cúbico – limite considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde.
Em Janeiro, em Pequim, foram registados níveis de poluição considerados recorde. A concentração de partículas (chamadas PM2,5) atingiu 993 microgramas por metro cúbico de ar, elevando em 20%, no início daquele mês, as internações nos hospitais por infecções respiratórias.
O Japão tem 550 observatórios para fiscalizar os níveis de PM2,5. Os dados, porém, nem sempre chegam ao governo central do país. Ainda assim, o país está já a analisar medidas para proteger a população em caso de urgência.
O Governo japonês adiou o desligamento de todos os seus reactores nucleares, que deveriam ser progressivamente encerrados até 2040. Segundo o Guardian, o ministro da Indústria japonês, Yukio Edano, já confirmou que é impossível cumprir este prazos.
“Não podem ser apenas os governantes a tomar a decisão de sermos livres de energia nuclear durante a década de 2030. Também depende na vontade dos consumidores [de electricidade], da inovação tecnológica e do ambiente internacional para a energia durante a próxima década ou duas”, explicou o responsável.
O volte-face surgiu depois de líderes industriais e de negócios terem afirmado que a mudança poderia ser negativa para a economia, ao forçar as empresas a mudarem a produção para o estrangeiro devido ao alto preço de petróleo e gás importado.
Em Março de 2011, recorde-se, o Japão sofreu um dos piores desastres nucleares da história, em Fukushima, o que levou o seu Governo a repensar os planos para a energia nuclear – e apressar o desligamento de todos os reactores. Planos que foram agora postos de lado, ainda que o Governo continue a garantir que é apenas uma questão de tempo até todos os reactores nucleares sejam desligados.
“O nosso objectivo passa por termos zero energia nuclear na década de 2030, mas nunca dissemos que o conseguiremos atingir. [Sabemos que esse] é o desejo da grande maioria dos japoneses”, explicou o primeiro-ministro, Katsuya Okada.
Apenas dois dos 50 reactores nucleares japoneses foram desligados depois da tragédia de Fukushima, por razões de segurança. Por outro lado, há dois novos reactores em construção, que podem durar até 2050. No mix energético do Japão, a energia nuclear corresponde a uma quota de 30%.
O Ministério do Ambiente do Japão declarou ontem extinta a sua lontra de água doce (lutra lutra whiteleyi), vista pela última vez em 1979, na cidade de Susaki, Shikokou. Esta subespécie única desapareceu devido à caça e perda de habitat devido ao desenvolvimento das cidades.
A extinção desta lontra ribeirinha é mais uma dura perda para os mamíferos endémicos do Japão, que tinha já perdido dois lobos, dois morcegos, uma raposa e um leão marinho: os lobos de Honshu e Hokaido, o morcego anão de Sturdee, a raposa voadora de Okinawa e o leão do mar japonês.
A lontra de água doce japonesa era muito comum no País até início do século XX, alimentando-se de peixes e camarões. Desde 1990 foram feitas várias expedições para encontrar o animal e ainda que alguns investigadores acreditem que ele ainda sobreviva, o Governo declarou-o agora extinto.
Dois pesquisadores japoneses, Kazutaka Kurihara e Koji Tsukada, publicaram um ensaio académico sobre o SpeechJammer, um objecto que vai inibir todos os que falam alto em transportes públicos e outros locais públicos.
O aparelho existe fisicamente e funciona como um microfone avariado. Quando alguém estiver a exagerar no tom de voz no metro, autocarro e comboio, o utilizador só tem de apontar uma espécie de radar para a sua boca – a do prevaricador, não a sua própria. Depois, o SpeechJammer faz o resto.
Ele vai gravar a voz de que está a falar alto e transmiti-la um microssegundo mais tarde, acabando com a conversa em poucos segundos e, ironicamente, através da própria voz de quem está a prevaricar.
Segundo o vídeo, apenas a pessoa que está a falar poderá ouvir o som da sua própria voz. O efeito pode baralhar as pessoas, mas não causa desconforto físico, asseguram os investigadores, que dão como exemplo de utilização o local de trabalho ou uma conferência mais demorada.
Consulte todos os detalhes técnicos do SpeechJammer na tese académica escrita pelos seus autores. E veja também um vídeo sobre esta inovação.