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Primeira discoteca subaquática abre nas Maldivas (com FOTOS)


Chama-se Subsix – uma referência ao facto de encontrar-se seis metros abaixo do nível do mar, já dentro do Oceano Índico – e é a primeira discoteca subaquática do mundo, tendo aberto oficialmente há dias.

A localização da discoteca não poderia ser mais coerente: as Maldivas, considerado o terceiro País com maiores probabilidades de desaparecer por causa das alterações climáticas, devido ao drástico aumento do nível médio do mar.

O complexo inclui ainda um restaurante, o Edge, e é apenas acessível através de barco. Tanto o bar como a discoteca pertencem ao Niyama, um resort turístico.

Segundo o Luxury Travel Magazine, o acesso à Subsix pode fazer-se por uma escadaria, a partir do restaurante. “Os clientes podem encontrar um clube de música íntimo, com janelas do chão ao tecto e vários espaços para se sentarem. Assim, podem ver os peixes e exótica vida marinha sem serem obstruídos”, explica a revista.

A estrutura da Subsix foi construída em terra e depois submergida naquele local. Antes, porém, foram feitas pesquisas ambientais e estudos de impacto na biodiversidade. O grupo que detém o resort Niyama explica que há vários anos que lança iniciativas de regeneração dos corais de recife, nas Maldivas, e que estas serão desenvolvidas também neste complexo de entretenimento.

Estes programas estabelecem a promoção do crescimento do coral a longo prazo, a re-colonização e a preservação dos recifes que rodeiam a discoteca, para as próximas gerações. O projecto é liderado pelo biólogo marinho Luke Gordon e os próprios clientes podem participar neste processo, adoptando um coral.

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Análise GS: O plano da Jamaica para fintar as alterações climáticas… e sobreviver enquanto País.


Sendo um dos países mais afectados pelas alterações climáticas, a Jamaica está a trabalhar num plano de 20 anos para mudar a face da Ilha e prepará-la para os piores riscos climáticos. Denominado Visão 2030, este plano deverá transformar a Jamaica numa nação “equipada para se preparar e responder aos impactos negativos das alterações climáticas” e construir uma “economia forte e estável”, de acordo com o documento.

Os desafios para lá chegar, porém, são exigentes e complexos. Os desastres naturais têm-se sucedido na pequena ilha das Caraíbas. De 2004 a 2008 a Jamaica foi assolada por cinco grandes tempestades, que causaram €917 milhões (R$2,1 mil milhões) de prejuízo. Em risco estão indústrias como a agricultura, que emprega 180 mil pessoas; o turismo, com 106 trabalhadores; e a indústria pesqueira, onde trabalham 100 mil pessoas.

Para além de uma situação geográfica perigosa – a praia de Negril, uma das mais conhecidas da Ilha, perde dois metros de areal todos os anos –, a Jamaica tem uma economia vulnerável. Apoiando-se em fundos internacionais, o país está a elaborar uma estratégia de redefinição do sector energético, entre outros, e um plano de adaptação às alterações climáticas.

O plano tem quatro objectivos nacionais e 31 planos sectoriais (ver imagem em baixo), que vão desde garantir a inclusão de um “ambiente natural e saudável” até à redefinição da estratégia para as alterações climáticas, redução do risco dos desastres naturais, turismo, protecção ambiental e empresa de transformação.

O plano diz que há riscos facilmente identificáveis. A capital, Kingston, a cidade histórica de Port Royal, Portmore – um distrito com mais de 250 pessoas, Old Harbour Bay e até o aeroporto internacional são alguns deles. Por outras palavras, são locais ameaçados pela subida do nível do mar.

Os cientistas do Geo-Informatics Institute, da Universidade das Índias Ocidentais, prevêem que o nível do mar suba entre dois ou três milímetros por ano até 2050, o que irá afectar uma costa de 102 quilómetros quadrados.

Quando o nível do mar subir entre um ou dois metros, ainda de acordo com estes cientistas, a tragédia será fácil de prever: todas as principais instalações junto à costa, incluindo centrais de electricidade, refinarias, aeroportos e portos serão devastadas.

“No que toca às alterações climáticas, tudo com mais de 10 metros é vulnerável. [As alterações climáticas] porão em risco todas as nossas principais instalações, ou nosso porto, em Kingston, os dois maiores aeroportos e toda a costa norte. Estamos a falar de 70% do nosso Produto Interno Bruto (PIB)”, explicou ao IPS News Maurice Mason, economista ambiental.

Só os trabalhos de protecção da Jamaica contra o aumento do nível do mar custarão €405 milhões (R$970 milhões). Depois há toda uma série de melhoramentos em infra-estruturas da Ilha, e outros investimentos ligados à sensibilização das populações ou plantação de árvores, por exemplo.

As metas de redução de importações energéticas também são desafiantes. Até 2030 a Jamaica pretende reduzir as importações de petróleo de 95 para 30%, com as energias renováveis a representarem 15% do consumo energético já em 2020.

A transição da Jamaica para a Economia Verde está em marcha. Será a Ilha bem-sucedida? Consulte a estratégia Visão 2030 e veja os planos de Jamaica para, mais que fazer a transição para a Economia Verde, garantir a sua própria sobrevivência enquanto País. E tire as suas conclusões.

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A Ilha Presidente: um documentário sobre os esforços das Maldivas em sobreviver (VÍDEO)


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Arquitecto luso-holandês projecta ponte sustentável para proteger recifes de coral das Maldivas


O arquitecto luso-holandês Jorge Moura é um dos autores de um projecto que irá construir duas pontes flutuantes, nas Maldivas, que utilizam o mar como elemento de suporte para não danificar os recifes de coral.

Jorge Moura, que desenvolveu o projecto em conjunto com Syb van Breda, explicou à Lusa que o maior desafio foi “criar a estrutura de pontes sem destruir os recifes de coral que existem no mar”, que naquela zona é muito profundo.

Os recifes de coral são as maiores estruturas vivas do planeta e contêm alguns dos maiores depósitos de biodiversidade na Terra, mas há zonas que estão em risco de desaparecer devido à poluição e excesso de pesca. Por este motivo, o projecto tem como objectivo minimizar os impactos ambientais negativos.

As pontes têm 300 e 1500 metros de comprimento e estão assentes em suportes flutuantes presos por cabos. “Como a zona está sujeita a tempestades que provocam ondas de dois metros, as pontes têm três metros de altura de forma a manterem estabilidade”, explicou Jorge Moura.

“As ilhas das Maldivas são tão bonitas que não apetece mudar nada naquela beleza natural”, continuou o responsável, que trabalha há dez anos no atelier Architecture Royal Haskoning.

As pontes podem ser percorridas por peões e veículos e vão ligar a nova ilha às ilhas de Male, capital a principal cidade das Maldivas, e Tilafushi.

“Um dos objectivos passa por aproveitar o conceito e usá-lo também no futuro para criar pontes entre outras ilhas sem danificar a vida no fundo do mar”, concluiu Jorge Moura.

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