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Tag Archive | "segurança alimentar"

Belo Horizonte: a cidade em que 9% da população é vegetariana


Muitos dos nossos leitores são vegetarianos e irão gostar, certamente, desta notícia: em Belo Horizonte, cidade brasileira com 2,5 milhões de pessoas, cerca de 9% da população diz-se vegetariana – a percentagem não fica muito longe do total do Brasil: 8% dos brasileiros diz-se vegetariano, o equivalente a mais de 16 milhões de pessoas.

Uma das provas de que Belo Horizonte está cada vez mais vegetariano está, de acordo com o Planeta Sustentável, na quantidade de restaurantes anti-carne que abriram recentemente. “É um terreno muito fértil para o vegetarianismo”, explicou Marly Winckler, presidente da Sociedade Brasileira de Vegetarianismo. “Não é por acaso que, na cidade, aumentam os serviços para este público”.

Há cada vez mais casas especializadas e uma boa variedade de locais fazem entregas sob medida para quem prefere o verde ao hambúrguer – ainda que o hambúrguer vegetariano também seja dekicioso.

Só no último ano, de acordo com o Planeta Sustentável, foram abertos cinco restaurantes 100% veganos em Belo Horizonte. Todos eles apostam no comércio de produtos livres de exploração animal, sejam para fins alimentícios, cosméticos ou vestuários.

“Queremos tornar-nos ponto de encontro para as várias tribos que defendem os direitos dos animais”, explicou Paulo Freitas, de 34 anos, um dos proprietários do Espaço Veg. Nos últimos meses o cardápio vegan ficou mais complexo, até porque muitos dos novos aderentes à causa não dispensa os cachorros quentes ou hambúrgueres.

Para além da defesa da causa animal, os belo-horizontinos valorizam também os benefícios de saúde desta opção. “O consumo de restos de animais está relacionado com o aumento do colesterol mau, pressão arterial, problemas de fígado e cardiovasculares”, explica a nutricionistas Silvana Portugal ao Planeta Sustentável.

Todos os anos, mais de 70 mil milhões de animais são abatidos para consumo em todo o mundo – o número pertence às Nações Unidas (ONU) e se pecar é por escasso.

Veja quais as divisões e subdivisões de vegetarianos – quem sabe o leitor é um novo aderente a esta forma de vida saudável?

Semivegetarianos: são avessos à carne vermelha. Consomem peixes e aves;

Ovolactovegetarianos: não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados;

Ovovegetarianos: este grupo aprecia ovos, mas abre mão do leite e derivados;

Lactovegetarianos: tiram os ovos da dieta, mas não o leite e seus derivados;

Vegetarianos estritos: não comem carne, ovos, leite e derivados;

Veganos: evitam todo tipo de carne, além de ovos, leite, mel e seus derivados. Ao contrário dos vegetarianos, cujo princípio é restrito à alimentação, os veganos não usam nenhum produto de origem animal. Couro, lã e seda, por exemplo, são proibidos.

Foto: Vegan Feast Catering / Creative Commons

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Artista de rua une-se a PETA para recordar o que sofrem os animais (com FOTOS)


O artista de rua nova-iorquino Dan Witz, especialista em arquitectura urbana, está a colocar pedaços de corpos de galinhas e frangos por toda a Grande Londres. O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a organização pró-animal PETA e está relacionado com um programa contra o abate de animal, que tem o sugestivo nome de “Empty the Cages” [“Esvaziem as gaiolas”, em português].

“O reputado artista de rua Dan Witz criou estas peças para nos ligar aos milhões de animais que sofrem e morrem todos os anos para se transformar em comida”, explicou a PETA.

O projecto “Empty the Cages” pretende recolocar estes animais nos olhos do público e lembrar aos londrinos o que acontece todos os dias nas quintas e matadouros. “Também queremos relembrar que o seu destino está nas nossas mãos e que nós temos o poder de os salvar, ao escolher não consumir a sua carne”, continuou a PETA.

Veja algumas das peças de Witz e o mapa das suas localizações. Recorde também o recente apelo de Morrissey, na sua passagem pelo Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

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Morrissey inicia digressão em Lisboa com críticas à indústria da carne


O cantor inglês Morrissey criticou ontem o McDonald’s e a indústria da carne, em Lisboa, durante o seu primeiro concerto da digressão europeia, que passará por dezenas de países até finais de Novembro.

Num Coliseu dos Recreios praticamente cheio, e antes da performance de “Meat is Murder” [“Carne é crime”, em português], o ex-vocalista dos The Smiths criticou duramente a cadeia de fast food McDonald’s, enquanto por trás da banda eram transmitidos excertos do documentário “From Farm to Fridge” [“Da quinta para o frigorífico”], desenvolvido pela MFA (Mercy For Animais).

Morrissey, um conhecido activista pró-animal, fez questão de centrar grande parte do seu concerto na luta contra a indústria da carne e das touradas. Durante os logos minutos de “Meat is Murder”, Moz, como também é conhecido, virou-se de costas para o público com as mãos em cima da cabeça, em sinal de fuzilamento – então, foram projectadas as imagens mais duras do documentário da MFA: massacres de todo o tipo de animais, de vacas a galinhas e perus.

No sábado, em entrevista ao Expresso, o cantor de Manchester tinha já revelado as suas piores memórias de Portugal. “A minha única recordação é horrível”, explicou. “Estávamos no Porto e vimos um borrego esfolado na janela de um restaurante. Ficámos em choque pelo menos durante 40 minutos. Penso que nunca vi nada tão horripilante, foi como ver uma criança esfolada”, acrescentou.

Foto: Man Alive! / Creative Commons

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Falta de confiança na indústria aviária trava mega-acordo comercial entre EUA e Europa


O sistema industrial agrícola está a atrasar as negociações de um dos maiores acordos comerciais de sempre entre Estados Unidos e Europa, que entra agora na sua sétima ronda, em Washington, capital norte-americana.

Denominado TTIP, na versão americana – Acordo Transatlântico e Parceria de Investimento, traduzindo à letra para português –, o programa está em stand by porque os europeus já fizeram questão de dizer que não aceitam comer frangos produzidos industrialmente, nos Estados Unidos, devido ao banho de cloro anti-microbiano que é dado às aves antes destas irem para as prateleiras dos supermercados.

Este processo foi banido da Europa nos anos 90, por receio que provoque cancro, pelo que muitos europeus estão preocupados com os efeitos da comida norte-americana na saúde dos seus cidadãos – e não estão dispostos a baixar os standards de segurança alimentar. Isto apesar de cerca de 120 países de todo o mundo aceitarem este processo. Mas não a Europa.

“Na Europa existe um nojo pelo frango [que leva banhos de cloro]”, explicou ao NPR Mute Schimpf, activista gastronómico da Friends of the Earth Europa, um grupo ambiental.

O acordo criará a maior zona de comércio livre do mundo, em temas que vão da banca à agricultura. Mas as negociações pararam numa micro questão que, como se vê, retrata bem os standards de segurança alimentar dos dois continentes.

As negociações têm sido secretas, mas todos os acordos precisam de passar no Parlamento Eueropeu.

Foto: Steve Jurvetson / Creative Commons

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7 cuidados a ter na preparação da marmita


A crise económica veio mudar o comportamento alimentar dos portugueses e uma das tendências mais em voga dos últimos anos passou a ser a preparação de marmitas para o almoço. As copas e cozinhas das empresas passaram a estar cheias à hora de almoço – e não apenas para beber café –mas a nova moda, como tudo o que está relacionado com a alimentação, deve ter alguns cuidados.

De acordo com o site Protege o que é Bom, que se inspirou em dicas das Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN), este regresso ao passado dos hábitos alimentares saudáveis deve ser visto como uma oportunidade para os portugueses diminuírem o risco de doenças crónicas como a obsesidade.

A marmita apresenta várias vantagens em face ao consumo de refeições em restaurantes, snack-bares ou pastelarias, não só numa redução do custo associado às refeições mas também na optimização do tempo disponível para o almoço e selecção de alimentos e métodos culinários saudáveis.

“Na preparação da marmita devemo-nos orientar pelos princípios da Roda dos Alimentos. O almoço deve incluir hortícolas em quantidade generosa (na forma de sopa ou salada), carne, pescado ou ovo em parca quantidade; arroz, massa, batata ou pão em quantidades moderadas e também leguminosas”, explica o site.

Assim, devemos optar pelas carnes magras em detrimento das carnes vermelhas; pelos cozidos, grelhados e assados com pouca gordura; pela água, a bebida ideal para acompanhar a refeição; e, e para sobremesa, a fruta.

“Nas merendas da manhã e da tarde pode optar, por exemplo, por fruta, sumos de fruta 100%, bolachas do tipo Maria, bolachas do tipo água e sal, embalagens pequenas de leite UHT, iogurte ou leites fermentados, tostas, pão escuro com queijo ou compota. O importante é mesmo variar de forma a assegurar o aporte de todos os nutrientes necessários ao organismo”, continua o site.

Também em relação à segurança alimentar é necessário tomar alguns cuidados. Fique com sete conselhos que irão  reduzir o risco de contaminação dos alimentos.

1.Opte por alimentos de boa qualidade, respeite a sazonalidade e promova uma adequada higienização;

2.Os alimentos devem ser transportados em caixas hermeticamente fechadas;

3.As saladas cruas devem ser transportadas num recipiente à parte e temperadas no momento da refeição;

4.Alimentos muito perecíveis como carne picada, hambúrgueres, salgadinhos, empadas, quiches, carnes gordas, enchidos e molhos como maionese e outros molhos com ovo ou leite não são recomendados;

5.O período entre a confeção e preparação das refeições e o consumo deve ser curto;

6.O ideal é que a refeição do almoço seja guardada no frigorífico do local de trabalho; como nem sempre existe frigorífico, o melhor será transportar e acondicionar a refeição num saco térmico com placas de gelo; no local de trabalho acondicione a marmita em local fresco

7.Reaqueça os alimentos a uma temperatura superior a 65ºC.

Foto: Rubbermaid Products / Creative Commons

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Programa de distribuição de leite da Tetra Pak já chega a 64 milhões de crianças


Vários projectos de responsabilidade social na Ásia e inovações para redução do desperdício alimentar são os destaques no relatório de sustentabilidade da Tetra Pak em 2013, um documento hoje anunciado pela multinacional.

De acordo com o relatório, a empresa mantém mais de 64 milhões de crianças do ensino básico integrada no seu programa de distribuição de leite e outras bebidas nutritivas. Só em Myanmar, cerca de 45 mil alunos receberam leite seguro e embalado durante três anos.

Paralelamente, a Tetra Pak e a Tetra Laval Food for Development expandiram as suas actividades conjuntas através da Dairy Hubs – projectos de desenvolvimento empresarial na área dos lacticínios. Assim, foram estabelecidas duas estações de recolha de leite com infra-estruturas de refrigeração, no Bangladesh, que funcionam como centros de formação para produtores agrícolas locais. “Isto permitiu que a produção média diária por animal aumentasse até 80% e que o rendimento médio mensal de 2.000 pequenos produtores mais do que duplicasse de Outubro de 2010 para Dezembro de 2013”, explicou a empresa.

Na área da inovação, a Tetra Pak lançou o TetraAlcross RO Lite, que proporcionou aos pequenos e médios produtores de queijo uma solução de filtração que adiciona valor ao soro, um subproduto da produção queijeira que, no passado, era descartado como resíduo.

Saiba tudo sobre o relatório no Protege o que é Bom.

Finalmente, e no que toca aos objectivos ambientais, a multinacional de soluções para tratamento de embalagens para alimentos desenvolveu métodos fiáveis para a recolha de dados sobre o seu impacto ambiental – auditados e validados por consultores externos independentes – que revelaram que a empresa está a fazer “sólidos progressos” nas suas metas para 2020.

Em 2013, a empresa entregou 1.100 milhões de embalagens com aberturas de base biológica, produzidas a partir de plástico derivado da cana de açúcar e quase duplicando o valor de vendas registado em 2012.

Consulte a actualização do relatório de sustentabilidade da Tetra Pak e conheça outros exemplos de iniciativas da empresa.

Foto: Swedish Pavilion at Shang / Creative Commons

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