5 passos a adotar para uma transição energética simples



No mês de novembro, a COP30, realizada em Belém, no Brasil, assumiu um papel determinante na definição e aceleração das estratégias globais para garantir a transição energética em cada bairro, empresa e lar. Enquanto se discutem grandes decisões internacionais, existe algo que todos podemos fazer já para reduzir as emissões, aumentar a resiliência e dar um passo concreto rumo a um futuro mais limpo: recorrer à energia solar doméstica.

Na COP30, um dos objetivos definidos foi triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030 e duplicar a eficiência energética a nível global. Esta meta só será alcançável se governos, empresas e cidadãos estiverem alinhados e participarem ativamente no processo. Cada vez que uma casa passa a gerar parte da sua própria energia, está a reduzir a dependência de combustíveis fósseis, a diminuir custos, a fortalecer a rede local e a contribuir para a transformação do sistema energético.

A transição energética não depende apenas de grandes centrais elétricas ou políticas internacionais; depende também do telhado da casa de cada um de nós. A decisão de instalar painéis solares e produzir a energia que consumimos tem impacto direto no ambiente, na carteira e na estabilidade do sistema energético nacional.

Além disso, esta transição deve ser justa, acessível e tangível. Por esse motivo, a Bling Energy reuniu um guia simples com os 5 passos essenciais para iniciar o seu caminho de autoconsumo solar fotovoltaico, de forma informada, controlada e financeiramente responsável.

Passo 1: Avaliação inicial do local e do consumo

Comece por analisar o seu consumo elétrico (nos últimos 12 meses, por exemplo), para calcular a produção necessária. De seguida, examine o seu telhado quanto à sua orientação, inclinação e sombreamento – estes são fatores determinantes no desempenho do sistema.

Utilize simuladores e calculadoras de energia solar disponíveis online para estimar a poupança, a produção e o retorno do investimento. Por fim, compare o investimento com a economia esperada e análise a redução que poderá vir a ter na sua fatura mensal e a possibilidade de venda do excedente de energia produzida.

Passo 2: Escolha do sistema e definição do orçamento

Nesta fase, deve identificar, junto de um profissional, a potência aproximada do sistema, o número de painéis necessários, o tipo de inversor e a necessidade (ou não) de baterias solares. Estes são elementos determinantes no custo total do sistema, pelo que deve avaliar a relação custo/benefício. Contacte vários instaladores certificados para obter diferentes orçamentos e decidir qual o que mais compensa no seu caso. Verifique ainda se existem incentivos públicos ou programas de apoio ao autoconsumo que possam reduzir o investimento inicial. Atualmente, existem também modelos alternativos ao investimento tradicional, como a Bling Energy, por exemplo, em que o cliente adere a um modelo de subscrição, que permite produzir energia limpa sem esforço financeiro inicial, sem ter de pagá-lo à cabeça.

Passo 3: Instalação e ligação

Este procedimento é realizado pelos técnicos da empresa solar pela qual optou. Após garantir que a instalação elétrica está apta para o novo sistema, inicia-se a montagem da estrutura, a colocação dos painéis e do inversor, e fazem-se as ligações. Concluída a instalação, o sistema deve cumprir as normas aplicáveis e ser conectado à rede. Se, futuramente, a produção exceder o consumo, confirme qual o regime de compensação aplicável ao seu local – venda direta ou net-metering (o excedente transforma-se em créditos a descontar nas próximas faturas de eletricidade).

Passo 4: Monitorização e otimização

Com o sistema ativo, é essencial monitorizar a produção diária, o consumo e eventuais excedentes. Ajuste os seus hábitos de consumo para aproveitar ao máximo a energia solar gerada. Ligar os eletrodomésticos da sua casa durante as horas de maior produção, por exemplo, permite-lhe maximizar o autoconsumo, acelerar o retorno do seu investimento e reduzir as importações da rede. Calcule o payback para compreender quanto está realmente a economizar todos os meses.

Passo 5: Manutenção

A manutenção dos sistemas solares é mínima, bastando realizar algumas limpezas periódicas para remover a sujidade acumulada – embora a chuva e o vento já ajudem nessa parte – e uma inspeção anual à estrutura, ao inversor e ao desempenho geral. Com o tempo, pode considerar aumentar o grau de autonomia através de baterias de armazenamento, caso seja uma solução viável para o seu perfil de consumo.

Informe-se, compare soluções e escolha um especialista solar de confiança para iniciar o seu caminho rumo à independência energética. Cada instalação solar representa um contributo real para um mundo mais limpo, justo e sustentável – e a transição começa precisamente aí: na decisão de transformar o seu telhado numa fonte de energia renovável, conclui.

 

 

 






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