Ministra dos Povos Indígenas do Brasil distinguida com prémio ambiental da ONU

A ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, foi ontem escolhida uma das seis personalidades globais reconhecidas com o Prémio Campeões da Terra 2024, entregue pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Green Savers com Lusa

A ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, foi ontem escolhida uma das seis personalidades globais reconhecidas com o Prémio Campeões da Terra 2024, entregue pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O anúncio foi feito hoje em Nairobi, no Quénia, sede do PNUMA, quando se celebra o dia Internacional dos Direitos Humanos.

“Estou muito feliz e honrada por receber o Prémio Campeões da Terra, a maior honraria ambiental da Organização das Nações Unidas, neste Dia Internacional dos Direitos Humanos. Esse reconhecimento reforça ainda mais a responsabilidade e o compromisso de seguir defendendo e conscientizando as pessoas sobre a urgência de protegermos a biodiversidade do nosso planeta”, disse Sonia Guajajara num comunicado.

Nas redes sociais, a ministra brasileira, que além de defensora dos povos originários é também indígena, divulgou uma mensagem sobre o prémio na qual destacou que o momento do planeta é difícil.

“A crise climática vai atingir a todos, mas sabemos que será mais cruel para determinadas camadas sociais. Por isso, sempre digo que nossa luta é uma só. Que o prémio ajude a levar essa mensagem mais longe!”, escreveu.

Além de celebrar a homenagem, a representante do Governo brasileiro também reforçou, no comunicado, que os desafios ambientais e climáticos do mundo “são resultado da exploração predatória da natureza, das relações desiguais de poder na sociedade, das diferenças de acesso a direitos e participação política, da concentração de renda [rendimento] e da desigualdade”.

“Acontece que os riscos e prejuízos dessas crises serão sentidos por todos nós, embora recaiam de forma desigual em algumas camadas sociais”, acrescentou.

Para Guajajara, a “valorização da luta e do conhecimento ancestral dos povos indígenas pela manutenção da floresta em pé é essencial para [se conseguir] mudar esse cenário”.

O PNUMA escolhe os homenageados a partir de uma lista de indicações recebidas de todo o mundo, a partir de critérios como impacto das ações desenvolvidas, inovação e poder da história.

Este ano, o prémio homenageou profissionais e empresas focadas em soluções inovadoras e sustentáveis para restaurar a terra, aumentar a resiliência à seca e combater a desertificação. Sonia Guajajara venceu na categoria liderança política.

Além do prémio da ONU, a ministra brasileira já tinha sido apontada pela revista Time, dos Estados Unidos, em 2022, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo.

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