UE assinala “grande importância” da conservação da biodiversidade em Moçambique

A declaração foi feita em Maputo por Audi Guidnard, oficial de Ambiente e Mudanças Climáticas da UE em Moçambique, na abertura de um ‘workshop’ de formação e engajamento em políticas sobre aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) no mapeamento da conservação, o primeiro do género no país.

Green Savers com Lusa

A União Europeia (UE) assinalou ontem a grande importância da conservação da biodiversidade e gestão sustentável dos recursos naturais em Moçambique, assinalando que a diversidade biológica constitui um pilar importante da cooperação com o país africano.

A declaração foi feita em Maputo por Audi Guidnard, oficial de Ambiente e Mudanças Climáticas da UE em Moçambique, na abertura de um ‘workshop’ de formação e engajamento em políticas sobre aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG) no mapeamento da conservação, o primeiro do género no país.

A responsável reiterou que a biodiversidade constitui um pilar importante da cooperação com Moçambique e que a formação visa promover a colaboração e o intercâmbio entre instituições nacionais na área da conservação ambiental.

“Ao mesmo tempo, procura assegurar o alinhamento e a complementaridade com iniciativas de conservação da biodiversidade, financiada pela União Europeia e apoiada por parceiros, para maximizar o impacto e evitar duplicações”, explicou Guidnard.

José Monteiro, diretor-executivo da Rede para Gestão Comunitária de Recursos Naturais de Moçambique (Regecom), um dos organizadores da iniciativa, disse que a formação visa, acima de tudo, capacitar os técnicos que estão mais próximos das comunidades, já que, os recursos naturais “não estão no ar, estão assentados na terra da comunidade”, garantindo a melhoria no acesso à informação.

Para o responsável, a iniciativa contribui também para a implementação da meta três do Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que propõe a proteção de 30% das terras, oceano, costas e águas do planeta até 2030.

“A questão da meta 3 não é somente uma questão, é uma meta global. Nós temos responsabilidades como país, quanto mais capacidade nós tivermos a nível dos colegas que estão nas províncias, de chegar nas comunidades, de chegar nos locais para perceber onde é que nós monitoramos (…) ou não, então mais rápido esses dados podem ser centralizados a nível do Governo”, explicou.

A Regecom avançou, no domingo, que a formação visa reforçar as capacidades técnicas e institucionais no uso de ferramentas geoespaciais para a conservação da biodiversidade, promovendo decisões baseadas em evidências e melhorando a governação e partilha de dados ambientais em Moçambique, com enfoque no engajamento comunitário na identificação e controlo da biodiversidade.

O ‘workshop’ constitui igualmente, para a rede, um espaço estratégico para identificar desafios técnicos e institucionais, promover a colaboração entre instituições e fortalecer redes de parceria para a conservação da biodiversidade em Moçambique, consolidando o papel das instituições públicas como líderes na monitorização e gestão dos recursos naturais.

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