Mercado liberalizado garantiu poupanças até 250 euros por ano, diz estudo da ACEMEL

Diagnóstico mostra claras poupanças médias no mercado livre e antecipa impacto das medidas legislativas recentes na transição energética.

Redação

O mercado liberalizado de eletricidade permitiu poupanças anuais até 250 euros face à tarifa regulada, segundo o “Diagnóstico de Mercado – ACEMEL”, estudo promovido pela ACEMEL – Associação de Comercializadoras de Energia no Mercado Liberalizado – em parceria com a ISEG Junior Business Consulting. A análise compara ofertas comerciais publicadas pela ERSE entre o segundo trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2025 e conclui que a oferta mais competitiva do mercado livre apresentou sempre ganhos anuais positivos para o consumidor-tipo considerado.

Entre os exemplos destacados, o segundo trimestre de 2023 registou a poupança máxima — cerca de 250 euros por ano (aproximadamente 20 euros por mês). Em 2024, a diferença favorável atingiu 144 euros anuais e, no segundo trimestre de 2025, fixou-se em 72 euros. Mesmo em períodos de maior volatilidade, a maioria das comercializadoras apresentou propostas abaixo da tarifa regulada: no segundo trimestre de 2023, 19 em 21 operadores tinham ofertas mais competitivas; já em outubro de 2025, 14 em 24 mantinham preços inferiores, com as melhores propostas entre 8% e 13% abaixo da tarifa regulada.

O estudo sublinha que a liberalização agregou a maioria dos consumidores, impulsionada não apenas pelo preço do kWh, mas também pela flexibilidade contratual, serviços adicionais e facilidade de mudança de fornecedor. A reputação das empresas e a qualidade do apoio ao cliente surgem igualmente como fatores determinantes na decisão.

Num setor marcado pela descarbonização e pela crescente penetração de renováveis, o documento destaca ainda o papel do armazenamento de energia como elemento central para reforçar a eficiência e a resiliência do sistema elétrico. Medidas recentes, como o Decreto-Lei n.º 99/2024 e o Plano de Reforço da Segurança do Sistema Elétrico Nacional, preveem incentivos ao armazenamento e investimentos até 400 milhões de euros, incluindo novos leilões de capacidade em baterias até 2026.

Para João Nuno Serra, presidente da ACEMEL, o mercado elétrico vive “uma mudança acelerada”, cabendo aos comercializadores criar ofertas competitivas e apoiar consumidores residenciais e empresariais na gestão da sua eletricidade, num contexto de maior concorrência e transformação estrutural do setor.

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