O projeto GreenH2Atlantic recebeu, na semana passada, a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável condicionada da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Prevendo a construção de uma unidade de produção de hidrogénio renovável de 100 MW nas antigas instalações da central termoelétrica de Sines, a HyAtlantic, empresa que lidera a iniciativa, considera que este é “um importante marco no processo de desenvolvimento do projeto”.
Em comunicado, a Hytlantic diz que irá agora analisar as recomendações e medidas propostas, e a forma de integrá-las integração nos projetos de engenharia.
Cumprido este importante passo, acrescenta, irão prosseguir com atividades de engenharia e outros estudos que permitam confirmar a viabilidade económica do projeto e, posteriormente, submeter a etapa final de licenciamento ambiental, o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE).
A HyAtlantic diz que a concretização do projeto estará sempre condicionada a uma decisão final de investimento da sua parte, e que, entre outros aspetos, poderá estar dependente de um enquadramento regulatório que seja “favorável à criação de um mercado de hidrogénio verde”.
“Este é mais um projeto que reforça a posição de Sines como referência para a produção de hidrogénio verde no panorama europeu, podendo, no futuro, assumir-se como um polo de atração para indústrias para as quais o acesso a hidrogénio verde a preços competitivos constitua um fator de produção crítico”, salienta a empresa.
O projeto mereceu o apoio da União Europeia através dos programas Horizon 2020 Research and Innovation e Innovation Fund, no montante total de 92 milhões de euros.
A Hytlantic é liderada pela EDP e pela Galp, e inclui ainda como acionistas a Bondalti, a Martifer e a Vestas Wind Systems A/S. Participam ainda no projeto, enquanto parceiros tecnológicos e científicos, o ISQ, a Siemens, o INESC-TEC, o HyLab, a DLR (Alemanha), o CEA (França) e a Axelera (cluster público-privado).









