Abelhões já eram dos principais polinizadores de tílias há 24 milhões de anos

As tílias, plantas do género Tilia, têm como os insetos, especialmente as abelhas e os abelhões, como principais polinizadores, atraídos pela intensa fragrância que emana das suas flores. Uma nova investigação revela que já assim era no Cenozoico, há cerca de 24 milhões de anos.

Redação

As tílias, plantas do género Tilia, têm como os insetos, especialmente as abelhas e os abelhões, como principais polinizadores, atraídos pela intensa fragrância que emana das suas flores.

Uma nova investigação revela que já assim era no Cenozoico, há cerca de 24 milhões de anos (Oligocénico tardio). Num artigo publicado na revista ‘New Phytologist’, cientistas da Universidade de Viena (Áustria), em colaboração com outros investigadores da Alemanha e dos Estados Unidos da América, dizem ter encontrado flores de tília e abelhões fossilizados no mesmo local no estado alemão da Renânia-Palatinado, no sudoeste do país. Além disso, revelam ter também encontrado indícios da interação de polinização entre ambos no mesmo sítio.

Flor de tília da nova espécie documentada Tilia magnasepala. Foto: Geier et al., 2025, New Phytologist.

Através de filtros ultravioleta, a equipa detetou grãos de pólen nos restos fossilizados dos abelhões. Depois, com a ajuda de técnicas de imagem avanças e microscopia eletrónica, identificaram-nos como pertencendo a tílias, indicando que inúmeros abelhões terão visitado flores de tília pouco antes de se terem afogado num lago numa antiga cratera vulcânica, resultando na sua fossilização.

A espécie de tília em questão era desconhecida da Ciência até agora, tendo sido batizada com o nome científico Tilia magnasepala. Também duas novas espécies já extintas de abelhões foram documentadas: Bombus (Kronobombus) messegus e Bombus (Timebombus) paleocrater.

Fóssil de abelhão de nova espécie Bombus (Kronobombus) messegus, descoberta na Alemanha. Já há 24 milhões de anos, os abelhões eram dos principais polinizadores das tílias. Foto: Geier et al., 2025, New Phytologist.

“Esta é a primeira vez, em todo o mundo, que um fóssil de flor e as suas abelhas polinizadoras foram descritos para os mesmos sedimentos e diretamente associados um ao outro usando o pólen”, afirma, em comunicado, Christian Geier, primeiro autor do artigo.

“Este estudo tem um grande potencial para aprofundar o nosso conhecimento sobre os polinizadores do passado”, sustenta.

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