No site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera pode ler-se a seguinte informação: “Devido a uma massa de ar muito quente transportada na circulação conjunta de um anticiclone localizado a sudoeste dos Açores que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica, prevêem-se temperaturas elevadas, em especial a máxima. Entre os dias 16 e 18, a temperatura máxima poderá atingir valores entre 35 e 40ºC, com excepção de alguns locais do interior e no vale do Tejo onde se poderão atingir valores entre 40 e 43ºC, em alguns locais da faixa costeira a norte do Cabo da Roca as temperaturas não deverão ultrapassar 30ºC até dia 18.” 

Assim em função das condições meteorológicas previstas, a Autoridade Nacional de Protecção Civil faz diversos avisos à população, recomendando especial atenção aos cuidados na área da saúde, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças, idosos e doentes crónicos, adaptando os comportamentos à situação em causa, designadamente:

– Aumentar a ingestão de água ou sumos de fruta natural, sem adição de açúcar, mesmo sem sinais de sede;

– Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar;

– Fazer refeições leves e mais frequentes. Refeições pesadas e muito condimentadas são de evitar;

– Evitar a exposição directa ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas. Sempre que haja exposição ao sol, ou se ande ao ar livre, usar um protector solar com um índice de protecção elevado (igual ou superior a 30). Renovar a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas) e sempre que estiver molhado ou tiver transpirado bastante;

– Usar roupa leve e fresca;

– Evitar esforços físicos.

Para domingo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do risco de exposição aos UV nos distritos de Bragança, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Évora. Nestas regiões, o alerta de risco será “extremo” (índice 11), que é o máximo previsto, representado uma situação de “perigo”, pelo que se recomenda evitar a exposição ao sol e, preferencialmente, não sair de casa.

A ANPC recomenda ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com a adopção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando as proibições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, consultando, para o efeito, o sítio digital do IPMA, os Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e os Corpos de Bombeiros.

Foto: Creative Commons

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