Investigadores neozelandeses descobriram porque é que a Latrodectus katipo, uma aranha nativa da Nova Zelândia, está em desvantagem face à Steatoda capensis, uma espécie invasora. Num estudo recente, a equipa capturou nove exemplares de cada espécie na mesma praia e submeteu-os a provas físicas que simulam os movimentos que realizam no seu habitat natural.
As “disciplinas” incluíram percorrer um labirinto, subir um poste e correr numa pista plana enquanto eram perseguidas por um pincel — uma forma de avaliar a resposta ao stress e ao movimento rápido. O desempenho da Latrodectus katipo foi significativamente inferior: em média, demorou cinco vezes mais tempo a concluir a corrida. Ao contrário das invasoras, que mantinham um ritmo constante, as nativas abrandavam ou paravam frequentemente quando perseguidas.
No labirinto, ambas as espécies mostraram velocidades semelhantes, mas as Steatoda capensis exploraram mais áreas, o que, segundo os investigadores, pode ser uma vantagem para invadir novos territórios e adaptar-se a diferentes habitats.
Apesar de se tratar de um estudo de pequena escala, os autores sublinham que os resultados oferecem pistas importantes sobre como o comportamento e o padrão de movimento ajudam espécies introduzidas a prosperar, ao passo que as espécies nativas tendem a declinar.









