Ausência da hormona da fome ajuda cobras a sobreviver longos períodos sem comer

Ao contrário da maioria dos animais, incluindo os humanos, as cobras parecem ter perdido a grelina, conhecida como a “hormona da fome”, responsável por estimular o apetite e sinalizar ao organismo quando deve recorrer às reservas de gordura durante períodos de jejum.

Redação

As cobras poderão conseguir passar meses sem se alimentarem graças à ausência de uma hormona fundamental na regulação do apetite, segundo um estudo de investigadores europeus.

Ao contrário da maioria dos animais, incluindo os humanos, as cobras parecem ter perdido a grelina, conhecida como a “hormona da fome”, responsável por estimular o apetite e sinalizar ao organismo quando deve recorrer às reservas de gordura durante períodos de jejum.

Os investigadores analisaram os genes de 112 espécies de répteis, incluindo o tuatara, e concluíram que as cobras perderam o gene necessário para produzir grelina ao longo da sua evolução. O mesmo aconteceu, de forma independente, com os camaleões — que partilham com as cobras uma estratégia de caça baseada na espera paciente — e com duas espécies de lagartos.

Segundo os autores do estudo, esta perda genética poderá fazer parte de um conjunto de adaptações evolutivas que permitem a estes animais reduzir o consumo de energia e sobreviver longos períodos sem alimento, entre refeições espaçadas.

A investigação ajuda a explicar como cobras e outros répteis conseguem suportar jejuns prolongados sem efeitos negativos aparentes, oferecendo novas pistas sobre a relação entre metabolismo, comportamento alimentar e evolução.

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