A maioria das autarquias da Austrália Ocidental enfrenta baixos níveis de cumprimento das leis de posse responsável de gatos, revelando dificuldades persistentes na implementação de medidas destinadas a impedir que os animais circulem livremente fora de casa. A conclusão resulta de um estudo australiano baseado num inquérito a governos locais do estado.
A investigação, que abrangeu 103 dos 139 governos locais da Austrália Ocidental, indica que existe fraca sensibilização da população para o que constitui uma posse responsável de gatos, bem como um baixo nível geral de cumprimento da legislação em vigor.
Segundo os conselhos locais inquiridos, as restrições destinadas a limitar a circulação de gatos domésticos — uma medida considerada essencial para proteger a vida selvagem nativa e reduzir conflitos com vizinhos — têm sido difíceis de aplicar. Muitos responsáveis autárquicos relatam frustração significativa e resultados limitados, apesar dos esforços desenvolvidos.
O estudo destaca que a falta de conhecimento da comunidade sobre boas práticas, como o confinamento dos gatos durante a noite, a identificação e o registo obrigatório dos animais, continua a ser um dos principais obstáculos à eficácia das políticas públicas nesta área.
Os autores sublinham que, sem uma estratégia de comunicação mais eficaz e um maior envolvimento dos proprietários de animais, será difícil melhorar o cumprimento das regras existentes. Defendem ainda que a posse responsável de gatos deve ser encarada não apenas como uma questão de bem-estar animal, mas também como um fator relevante para a conservação ambiental e a convivência em meio urbano.









