Câmara do Porto também abate 20 palmeiras irrecuperáveis no Passeio Alegre



A Câmara do Porto também está a proceder ao abate de 20 palmeiras “sem hipótese de recuperação” no Jardim do Passeio Alegre, na Foz, em adição às sete hoje noticiadas pela Lusa na Avenida D. Carlos I, disse fonte oficial do município.

“Devemos também considerar os abates em execução no Jardim do Passeio Alegre, contíguo à Avenida D. Carlos I”, refere fonte oficial da Câmara do Porto à Lusa, que remeteu também para uma nota publicada no seu ‘site’, em ambiente.cm-porto.pt, que aponta para o abate de 20 exemplares.

De acordo com a Câmara do Porto, “estes exemplares encontram-se, igualmente, sem hipótese de recuperação” e o município “tem prevista a plantação de novas palmeiras em sua substituição”.

Em causa estão “trabalhos de controlo do escaravelho-vermelho da palmeira, ‘rhynchophorus ferrugineus'”, já que “ataques severos da referida praga nos últimos anos destruíram por completo o único meristema apical de várias palmeiras da espécie Phoenix canariensis, muito procurada por questões de palatabilidade do palmito”.

Tais ataques irão levar “ao abate de vinte (20) palmeiras-das-canárias, por se encontrarem já [há] algum tempo em estado de senescência sem hipótese de recuperação”.

A situação é semelhante à das sete palmeiras abatidas na Avenida D. Carlos I, na mesma zona, hoje noticiada pela Lusa.

Sete palmeiras-das-canárias “sem hipótese de recuperação” estavam hoje a ser abatidas na Avenida D. Carlos I, na zona do Passeio Alegre (Foz), no Porto, de acordo com informação oficial do município.

De acordo com publicações nas redes sociais, estavam a ser abatidas palmeiras na Avenida D. Carlos I e, questionada pela Lusa, fonte oficial da Câmara do Porto remeteu para uma informação oficial no ‘site’ da autarquia, dando conta do abate das árvores.

As duas intervenções estavam previstas para o período entre quarta-feira e hoje, referindo o município que “tem desenvolvido múltiplas ações no âmbito da proteção e valorização do património arbóreo público municipal”.

Em fevereiro, a Câmara do Porto lançou um concurso público para a aquisição de 12 palmeiras para substituir as que sucumbiram devido ao escaravelho-vermelho no jardim do Passeio Alegre, Avenida Dom Carlos I e Praça dos Leões.

Em resposta à agência Lusa, o município esclareceu que o concurso destina-se “à substituição dos exemplares que sucumbiram e não recuperaram dos sucessivos ataques da praga do escaravelho-vermelho”.

“A espécie de palmeira das canárias é muito suscetível ao ataque do escaravelho-vermelho, que ataca por questões de palatabilidade o único meristema apical que detém, pelo que se torna necessário a sua manutenção e controlo da praga”, salienta.

Com um preço base de cerca de 63 mil euros, o concurso visou a aquisição de 11 palmeiras com quatro ou mais metros de altura e uma com cinco ou mais metros.

Estas palmeiras irão substituir os exemplares que sucumbiram na Praça dos Leões, mas também no jardim do Passeio Alegre e na Avenida Dom Carlos I, onde o alinhamento de palmeiras junto ao rio Douro é classificado de interesse público.

À Lusa, a Câmara do Porto adiantou que, desde 2020, tem vindo a acompanhar o estado fitossanitário e proceder ao tratamento biológico de 130 palmeiras distribuídas pela cidade.

Desde então foram efetuadas mais de 8.000 intervenções.

Em 2023, a Câmara do Porto realizou 1.599 intervenções nas palmeiras da cidade, numero inferior a 2022 devido à aplicação de um novo tratamento biológico.

A verificar-se o sucesso deste método de combate ao escaravelho-vermelho, o número de intervenções poderia ser reduzido para “cerca de 400 por ano”, avançou na altura o município à Lusa.

Em 2022 foram realizadas 2.535 intervenções e em 2021 e 2020, 1.869.






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