Centros de recuperação da Quercus recebem quase 1.700 animais selvagens em 2025

Do total de animais selvagens que deram entrada nos três centros da geridos pela Quercus, cerca de 1.577 foram recebidos ainda com vida. Desses, 42,2% recuperaram e puderam ser devolvidos ao seu habitat natural.

Redação

No ano passado, os três Centros de Recuperação de Animais Selvagens geridos pela associação ambientalista Quercus receberam 1.673 animais, um aumento de 7% face a 2024.

De acordo com os dados divulgados, do total de animais selvagens que deram entrada no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) em Castelo Branco, no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM) no Cadaval e no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA) no litoral alentejano, cerca de 1.577 foram recebidos ainda com vida. Desses, 42,2% recuperaram e puderam ser devolvidos ao seu habitat natural.

Foi no mês de julho que se registou o maior número de entradas, cerca de 440 animais, o que representa algo como 26% do total anual. Grande parte dessas admissões eram crias órfãs.

As aves são os animais selvagens que mais entradas deram nos centros de recuperação da Quercus, cerca de 84% das admissões em 2025, seguidas pelos mamíferos (14,4%) e pelos répteis e anfíbios (1,7%). As causas mais frequentes que motivaram as admissões nos centros foram a queda de ninhos ou a perda dos progenitores (35,1%) e traumatismos de origem desconhecida (19,3%).

Além desses fatores, mantêm-se também causas associadas a “ações humanas ilegais”, diz a organização ambientalista, como tiro (1,1%), cativeiro ilegal (1,7%) e envenenamento (0,09%).

No ano passado, os três centros receberam 127 animais de espécies ameaçadas de extinção: 111 com estatuto “Vulnerável”, 10 “Em Perigo” e seis “Criticamente em Perigo”.

Diz a Quercus que “os Centros de Recuperação de Animais Selvagens assumem um papel essencial na ligação entre a sociedade e a Natureza, recordando a responsabilidade coletiva que partilhamos na proteção da vida selvagem e na preservação dos ecossistemas nos quais coexistimos com estas espécies”.

Os centros de recuperação de animais selvagens fazem parte da Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna, estrutura coordenada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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